Fui viajar e não sei por que voltei

Volta logo pra eu te contar tudo”. Essa foi a mensagem inocente que uma amiga me enviou quando eu estava em Cusco, quase no meio do nada do Peru. Uma mensagem inocente que foi crescendo, piscando na tela do celular, ficando grande… Pânico.

Voltar? Voltar pra que?

Eu a imaginei sentada na mesa de trabalho escrevendo aquela mensagem. E pior: lembrei que estaria ao lado dela na semana seguinte!

Esquece tudo, Amanda! Volta para as férias e esquece essa besteira toda.

Ruínas de Pisac. Trem para Machu Picchu. Masca folha de coca pra respirar. Risadas no hostel. Blood bombs no hostel. De repente uma balada chamada Mama Africa! Risadas com as novas amigas. Fotinho com crianças peruanas. Almoço delicioso bem acompanhada na Praça das Armas. Mais Mama Africa. Não, agora no Templo. Compra bolsa hippie. Compra canetinha de lhama para dar de presente. Toma uma Cusqueña. Caminha no Vale Sagrado. Mais folha de coca. Peraí, amigos novos no hostel. Mais Cusqueña. Mais blood bomb. Mais risadas.

Ok. Eu não sou ingênua de achar que a vida é isso. Uma viagem. Mas também não sou ingênua em achar que a vida é acordar às 6 da manhã, para depois sentar numa cadeira de escritório para trabalhar por 9 horas em sei lá o que. Voltar pra casa e dormir.

Eu aprendi que precisamos ter uma causa. Sim, uma causa para acordar todo dia e ir trabalhar. Qual é a sua?

A minha ainda não descobri. Mas estou na busca. Houve um tempo em que eu achava que poderia seguir em frente mesmo escolhendo a carreira errada. Afinal, era uma profissão em ascensão no Brasil. Depois eu passei a achar que era adaptável. Poderia trabalhar em qualquer lugar e boa. O que interessa é o salário no fim do mês. E a mais nova descoberta que me atormenta é essa: que sucesso é fazer o que gosta.

Sabe aquele momento em que você está no trabalho e fica querendo férias? Esse desejo está se realizando agora!”, disse minha nova amiga de Cuzco, enquanto admirávamos a paisagem lá de cima de Pisac. As férias que eu amo. As férias que eu odeio, porque parece uma recompensa por todo o castigo vivido o ano todo.

Aí surge a proposta, a ideia, a loucura (?) de não voltar. Pelo menos por enquanto. Ficar mais um tempo. Uma semaninha e “fazer todo o Peru”.

E lá vou eu para o aeroporto trocar a passagem. “Quanto custa para alterar a data, señor?”. Ele fica lá digitando no computador, fazendo os cálculos, com o meu destino nas mãos. Aí eu digo: “Ok, vou comprar uma água e já volto”. Sento no banquinho daquele aeroporto minúsculo, tomo uma água e fico pensando. Penso mais um pouco. Coloco a mão na cabeça. Olho para os lados apreensiva, como se estivesse fazendo algo errado. Coloco tudo dentro da bolsa. Passaporte, passagem original, água que acabei de comprar, pego um táxi e vou embora pro hostel.

São Paulo, segunda-feira, 15h24. O que eu estou fazendo aqui mesmo? Qual é a minha causa?

 

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