Guia e roteiro de Cartagena na Colômbia

Guia e roteiro de Cartagena na Colômbia

Cartagena é uma das cidades turísticas preferidas pelos brasileiros. Aqui vão algumas dicas do que fiz e de como são as coisas por lá para que você consiga se planejar melhor para fazer essa viagem.

Melhor época para ir: Cartagena é calor sempre e, pelo jeito, lotada sempre. Fui em abril, fora de temporada e a cidade estava lotada. Mesmo assim, aconselho você a ir fora de temporada, ou seja, fora do período de férias (dezembro a fevereiro e julho) porque assim as coisas estarão mais baratas e com menos turistas.

Quantos dias para conhecer tudo: Eu passei quatro dias e foram suficientes para fazer o que eu queria.

Documentos necessários: Para viajar na América do Sul você só precisa de RG.

Com quem ir: Cartagena é legal para viajar com amigos, família, namorado ou até sozinho. Vi de tudo na cidade e ela acolhe todo tipo de viajante.cartagena-amanda-viaja

Comprar passagens: Minha passagem (comprei em fevereiro de 2015 para viajar em abril) saiu por R$1500 pela LAN com os trechos São Paulo – Bogotá – Medellín – Cartagena – São Paulo. É possível encontrar passagens promocionais direto para Cartagena por R$1000.

Bagagem (o que levar): Roupas de praia: bikini, protetor solar, as roupas mais de verão que você tiver, um chapéu para se proteger do sol, chinelo, sandálias, canga e tudo o mais que você costuma levar para viagens de praia…

Onde ficar: Para se hospedar em Cartagena, o ideal é que você se hospede no Centro Histórico, dentro da cidade muralhada. Eu fiquei no hostel boutique Calamari, no centro histórico de Cartagena. O hostel mais parece uma pousada, só que histórica, à moda de Cartagena. Era frequentada principalmente por casais. O quarto era bom, mas não havia café da manhã e nem água quente no chuveiro provavelmente pelo calor que faz na cidade. Minha reserva foi feita pelo hostelworld.com.

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em frente ao Calamari Hostel

Como ir do aeroporto até o hostel/hotel: Eu fui de táxi e me pareceu a melhor opção.

Transporte em Cartagena: No centro histórico você anda a pé o tempo todo porque não precisa de carro. Ali dentro também não existem ônibus. E o meio de transporte para as ilhas é o barco, claro.

Dinheiro e gastos: A relação reais para peso colombiano (a moeda local) é de 1 real = 836 pesos. O dólar também é bem aceito e há casa de câmbio no centro histórico. Cartagena não é uma cidade barata. A hospedagem é cara e os restaurantes também. Para fazer uma viagem low cost, tem que fugir dos restaurantes mais bem localizados.

Idioma: O idioma em Cartagena é o espanhol e muitos lugares também falam inglês. O portunhol é bem aceito.

O que eles comem: O prato típico de Cartagena é peixe, salada e banana da terra.

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Baladas: Confesso que o calor e dia todo de praia e sol me faziam dormir mais cedo, dispensando as baladas. Eu tentei uma noite ir ao Café Havana e me pareceu muito legal. Mas não entrei porque a banda começaria a tocar muito tarde. Mas hoje me arrependo de ter sido vencida pelo cansaço.

Compras: Existem muitas lojas em Cartagena – lojas de lembranças e lojas de marcas. Até Benetton e Hard Rock Café estão lá! Imagine que as coisas não são muito baratas…

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Passeios 

Cartagena (centro histórico) é gostosa de ficar caminhando, vendo as casas e o que acontece em volta. Não é uma cidade com pontos turísticos específicos. Tudo está ali para ser visto.

Muralha de Cartagena: A cidade histórica é cercada por essa muralha construída para protege-la. A construção começou no século 16 depois do ataque de um pirata. O projeto levou dois séculos para ser concluído.

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Pôr-do-sol no Café del Mar: Existe esse bar famoso a céu aberto próximo à muralha, com um DJ tocando uma musiquinha longe e você pode tomar um drink admirando o pôr-do-sol e tomando uma brisa do mar. Mas é caro. Tomei um mojito e uma água e a conta ficou em quase R$60.

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Ônibus de sightseeing: Não os utilizei. Esse ônibus sai do centro histórico e vai para outras partes da cidade (Bocagrande, El Laguito, Getsemani, Castillo San Felipe). Os tickets custam em torno de $50 mil pesos e têm validade de 24 horas.

Vulcão de Lodo Totumo: Eu não fiz esse passeio porque não me interessou. Mas trata-se de um pequeno vulcão de 15m onde você pode tomar um banho de lodo que é expelido pelo vulcão. É possível comprar o passeio no hostel/hotel.

Passeio de Charrete pela cidade histórica: Eu até fui, mas acabei com muita pena do animal e me arrependi no meio do caminho. Mas é possível ver as charretes pela cidade toda. O passeio custa 30 mil pesos (negociável).

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Passeio às ilhas: Durante o dia, a cidade fica bastante vazia porque as pessoas estão passeando pelas ilhas nos arredores de Cartagena. Os barcos partem logo cedo do píer de Cartagena, entre 8h e 9h da manhã e retornam para Cartagena entre 15h e 17h. Essa parte é um saco! Você chega perto do píer para comprar seu ingresso para o passeio e dezenas de vendedores ambulantes abordam você querendo vender. Haja paciência para negociar e dizer não. Fique esperto com os preços e, principalmente, com o barco de passeio que estão vendendo a você. A maioria são barcos ruins, mas existe um grande barco ancorado no píer que sai praticamente pelo mesmo preço dos barcos ruins. Pergunte e negocie.

Na volta, a viagem de barco pode ser um pouco tensa. O mar fica agitado e os barcos retornam a toda velocidade. Não há segurança nem muito onde segurar e juro que sentada no banco da frente, quase fui arremessada para fora do barco diversas vezes. Meu namorado teve que me segurar o tempo todo e também voltei com alguns hematomas por ir me batendo no barco. Conversando com algumas pessoas depois, descobri que a viagem de vinte minutos nesse barco é bastante famosa pela “aventura”.

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são barcos como esse que levam você às ilhas

A princípio pensamos em nos hospedar nessas ilhas, mas fico feliz que tenhamos optado por voltar a Cartagena. A noite no centro histórico é uma delícia enquanto nas ilhas não há muito que fazer.

Playa Blanca

Chegando à Playa Blanca você se surpreende por ter muita coisa, mas nada ao mesmo tempo. A água é azul e cristalina, mas longe da beleza das águas típicas caribenhas. Na praia não há muitas pessoas circulando logo cedo. Conforme o dia vai passando e os barcos chegando, a praia vai ficando um pouco mais povoada por turistas. Não existe uma infraestrutura na praia e acho que eu deveria até ter levado um lanchinho porque não há muito que comer. Acabamos negociando um peixe com o cara que cuidava de uma das barracas e compramos uma salada de frutas que uma mulher passou vendendo na praia (é possível também comprar o passeio de barco até a ilha com almoço incluso). Mas é só isso. Na frente da praia existem várias cabanas de pau a pique que eles oferecem até como quarto para dormir. Logo atrás dessas cabanas, é onde o “barraqueiro” prepara os peixes. Curiosa para saber o que havia logo atrás, descobri que era um lugar que se parecia uma favela.

Leve um livro junto com você. Chegando cedo e ficando até tarde, é possível que você fique um pouco entediado. Não há muito o que fazer além de entrar no mar e andar de banana boat se você quiser.

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Isla Rosario

O passeio a Isla Rosario é diferente de tudo o que já vi e até meio incompreensível. O barco leva você até um hotel onde você passa o dia lá, incluindo um bom almoço com diversos tipos de peixe, arroz, legumes, banana da terra e outras delícias. É um bom lugar para descansar e ler um livro esticado em uma das redes. É possível pagar um pouco a mais para fazer snorkeling. Mas eu tive um dia prazeroso de descanso apenas lendo um bom livro na rede.

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Tudo acontece ao mesmo tempo nas ruas

Meu roteiro

O roteiro que eu fiz foi o suficiente para ver quase tudo. O que eu não vi foi porque não quis. E foi uma viagem tranquila, pra curtir as coisas com calma.cartagena-amanda-viaja

Dia 1. Cheguei na cidade, deixei minhas coisas no hostel e fui almoçar no Restaurante Candé. Um restaurante cubano, gostoso e carinho. O almoço para duas pessoas com entrada e bebida saiu em torno de R$250. O resto do dia foi para me ambientar na cidade. No pôr-do-sol fui tomar um drink no Café del Mar (R$60). À noite jantei no Restaurante do Hotel El Marqués, carésimo mas delicioso e num lugar incrível (o Pedro estava animado). Muitas andanças pelo centro histórico.

Dia 2: Acordei cedo e fui para o píer comprar o passeio para a Ilha de Playa Blanca. Passamos o dia lá, incluindo almoço. À noite jantamos com fome num dos restaurantes abertos da Plaza Santo Domingo. O jantar saiu por R$200 e nem era tão gostoso assim. Depois, muitas caminhadas pelo centro histórico.

Dia 3: Acordei cedo novamente e fui para o píer comprar o passeio para a Ilha Rosario. Passei o dia todo lá, incluindo o almoço. À noite jantamos no Restaurante Don Juán. Caro mas muito gostoso. Conta de R$350 para duas pessoas. Tentei ir ao Café Havana, mas não aguentei esperar até a banda começar a tocar e voltei para o hotel. Me arrependi no dia seguinte.

Dia 4: Meu voo era às 14h. Então o que me restou fazer no dia, foi tomar um café da manhã gostoso no Prisprí Cofee Shop e depois andar mais e suar pela cidade para me despedir.

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Veja mais sobre essa viagem no Instagram através de #amandaviajacolombia

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