Pai é o meu lugar preferido da Tailândia

Pai é o meu lugar preferido da Tailândia

Para chegar em Pai foi um sufoco. Peguei um avião em Bangkok que chegou em Chiang Mai às 22h30. Então dormi no aeroporto e no dia seguinte às 7h da manhã já estava na rodoviária de Chiang Mai comprando minha passagem de van para Pai.

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A cidadezinha fica a três horas de Chiang Mai, nas montanhas. Fui dormindo na van e acordei percebendo que ela me jogava de um lado para outro. Quando abro os olhos vejo que estamos numa estradinha encima de uma montanha e puro abismo abaixo. Curva de um lado, curva de outro. Começam os pensamentos de quem está exausta: “É melhor essa cidade compensar esse sufoco”.

Algumas horas depois de um dramin necessário, eu chegava naquela que seria minha cidade favorita na Tailândia.

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Como eu havia reservado um hostel horas antes de chegar à cidade, não havia restado muita opção. Mas tive muita sorte! Um quartinho só pra mim num hostel muito fofo na rua principal de Pai era tudo o que eu precisava depois da caótica e cansativa Bangkok.

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Pai é uma daquelas cidades que você pode passar um mês lá. Não porque tem um milhão de coisas pra fazer, mas porque é de uma paz que parece que você estava procurando havia tempo e não achava. A rotina de Pai seria essa: acorda, toma um café-da-manhã num dos cafés fofos do lugar, pega uma motinho e sai dirigindo pelas estradas. Aí num lugar você encontra um canion, no outro uma paisagem de montanhas, depois um templo, depois apenas estrada atrás de estrada.

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Veja, Pai não é nada diferente do que você já tenha visto pelo interior do Brasil. Parece uma cidade de Minas ou de Goiás. Mas é irresistível. Não dá para não gostar.

No fim da ruazinha principal, fica um riozinho com um pequeno moinho, alguns bangalôs (por que não escolhi um desses pra ficar?) e um bar delicioso para você passar a tarde lendo um livro e vendo a água passar.

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À noite, a rua principal fica lotada de barraquinhas com umas comidinhas diferentes até do resto da Tailândia. Tem mais muçulmano na cidade (isso você só descobre à noite) e acho que por isso a gastronomia fica diversificada. Sorte nossa que podemos sair parando de barraca em barraca comendo tudo baratex que dá vontade.

Depois que eu comia tudo, voltava para o meu hostel que tem um delicioso restaurantezinho aberto e ali ficava tomando uma cervejinha tailandesa ou um vinho – olha! Apareceu vinho na Tailândia!

Em Pai você não tem compromisso com nada, em ver nada. Existem algumas cachoeiras (não falei que era igual a Minas), águas quentes e um rafting pra fazer. Mas sério, se você não fizer nada disso, já vai ser muito feliz. Confesso que fiquei com uma preguiça gostosa de turistar em Pai. Quis tirar uns dias para não fazer isso e ficar só de bobeira, dirigindo minha moto de uma lado para outro, lendo um livro, escrevendo…

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A melhor massagem que fiz na Tailândia também está em Pai. Em torno de R$200 a massagem tailandesa no corpo inteiro com um tiozinho mestre da massagem (ficou curioso pra saber onde fica esse lugar? Me dá um toque que eu te conto).

Eu passei apenas 3 dias em Pai, mas gostaria de ter ficado muito mais. Poderia ter ficado muito mais. Remanejaria minha viagem inteira para conseguir ficar mais. O problema é que o Festival das Lanternas me aguardava em Chiang Mai e eu não podia perder isso. Mas essa já é uma outra história…

SOBRE PAI

Como chegar: Pegue uma van com saídas de hora em hora da rodoviária de Chiang Mai (pegue a van e não o bus porque é mais confortável e seguro). A viagem demora em torno de 3 horas. Se você costuma ficar enjoado, tome um dramin.

Onde ficar: Hostel Huan Saran

Acompanhe essa viagem pelo instagram através de #amandaviajatailandia

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