Primeiras impressões da viagem à Cuba

Primeiras impressões da viagem à Cuba

Quando o avião aterriza no aeroporto de Cuba você percebe que essa é uma viagem diferente. O aeroporto internacional parece uma rodoviária de tão pequeno e lotado. E quando você sai dele, as coisas não melhoram. Há outdoors pelo caminho todo até o centro da cidade lembrando de que você está num país socialista e, concordando ou não, as coisas por lá são assim: “Socialismo ou nada”, “Toda a moeda de Cuba é para o socialismo”, “Tudo pela Revolução”…

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Disse Fidel…

E para entender tudo isso, você deve ir a Cuba com a história do país na ponta da língua. Do contrário, nada faz sentido. Você não vai entender porque os carros são antigos, porque as construções são lindas mas caindo aos pedaços, porque você não consegue conectar à internet, porque a Coca Cola é chamada de “refresco importado” e assim vai… Eu fui com tudo afiado: quando, como, porque e quem fez a revolução. E te garanto, a viagem é muito mais interessante assim. Você fica com a sensação de que está fazendo parte da história, afinal ela é recente e borbulhante.

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Olha as meninas de uniforme! Acho lindo!

Carros antigos. Eles estão por toda parte na cidade. Pense que tudo em Cuba parou em 1960, inclusive os carros. Em 2011 Fidel Castro já havia autorizado a compra de carros usados (não americanos). E em janeiro deste ano, Raul Castro autorizou a compra de carros novos, mas os cubanos simplesmente não têm dinheiro para isso. Portanto, mesmo encontrando alguns carros novos, a maioria é de carros antigos.

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Olha a “mistura” de carro antigo com atual

Arquitetura. Eu tenho uma quedinha por arquitetura. Principalmente se for “velha” como em Cuba. Uma parte da cidade está sendo restaurada mas ainda se vê muitos prédios com perigo de desabamento na cidade. Agora imagina quando você junta carro antigo com construções antigas?! A sensação é de que a cidade parou no tempo e você está lá para ver tudo isso.

Rua de Habana Vieja restaurada
Rua de Habana Vieja restaurada
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Rua de Havana não restaurada.
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Até o Capitólio está sendo restaurado.

Comida. A comida é parecida com a do Brasil: arroz, feijão preto, carne, legumes. Mas sem tempero e mal feita – eles não têm caldo Knnor, né? E, aparentemente, nem sal. Faltam ingredientes aos cubanos. O arroz é meio grudado e parece escasso porque sempre vem uma quantidade ridícula.

O legal é ir comer nos paladares, pequenos restaurantes familiares em alguns casarões. Mesmo a comida não sendo lá aquelas coisas, vale a experiência de estar comendo em um lugar tradicional. E o dia que eu pedi um prato com frango e me trouxeram um frango inteiro? Levei o maior susto!

Eu (cansada depois de 200 horas de voo, mas feliz) em um paladar na primeira noite em Cuba. E o charme da tiazinha tocando música cubana ao fundo?!
Eu, cansada depois de 200 horas de voo, mas feliz em um paladar na primeira noite em Cuba. E o charme da senhorinha tocando música cubana ao fundo?!
Entradinha bacana de camarão
Entradinha bacana de camarão
Aí vem um frango inteiro. Oi?
Aí vem um frango inteiro. Oi?

Os cubanos. São uma simpatia. Gostam de ajudar com um sorriso no rosto e frisar o tempo todo de que em Cuba não há violência. E acho que não há mesmo. A cidade parece bem segura. Nos pontos mais turísticos você pode ser incomodado com malandros (?) te oferecendo charuto com um papinho de que tem um amigo no Brasil. Ou ainda, alguns poucos pedintes de dinheiro. Mas eu esperava algo pior e uma pobreza mais estampada na cara das pessoas. Não foi o caso.

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Essa senhora do lado direito estava toda feliz me pedindo para tirar foto do professor com os alunos. Uma simpatia!

Nos próximos posts, vou falar com mais detalhes sobre esse país cheio de encantos, com uma história única e ainda porque Cuba foi um dos lugares mais incríveis que já conheci.

 

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