Quando eu viajo sou outra pessoa

No fim de semana passado, fui à praia e levei comigo um amigo que conheci em uma viagem recente, ao Peru, e que agora convive comigo em São Paulo.

E sabe como é fim de semana na praia, né? Você acorda tranquilo, vai à praia, não sabe se dá um mergulho agora ou depois, fica na sombra só curtindo o visual, toma um açaí e, no fim do dia, quando alguém toca uma música no violão, você canta junto, talvez com uma cerveja na mão, ou uma caipirinha e até arrisca dar uma dançadinha. Fim de semana mais perfeito não pode existir…

Pois na volta a São Paulo, meu amigo revela: “Você é outra pessoa quando está viajando… mais relax, tranquila, sorriso no rosto, positiva…”. E foi aí que me dei conta: “Caramba, eu sou insuportável em São Paulo! E São Paulo é a cidade onde eu moro, então eu sou insuportável o tempo todo!”

Não demorou para esse pensamento dar início a vários outros:

Eu sofro de stress então por isso não consigo dormir à noite. E os meus distúrbios alimentares são resultados disso. Não vejo os meus amigos porque não tenho paciência para sair de casa nesse caos, então vou perder todos eles. E como eu não tenho mais nenhum momento de alegria, eu como de novo. Talvez uma panela de brigadeiro. E aquela infecção que eu tive esses dias? Deve ter sido resultado da baixa imunidade causada pelo stress…

Tudo isso aí em cima é verdade. Um pensamento exagerado pelo stress, mas verdade.

E quando viajo é como se eu me encontrasse e pudesse ficar à vontade com a minha essência. É como se tudo o que eu vivesse fora daquela viagem fosse uma grande ilusão. Pois ali está a minha personalidade verdadeira. E ainda há pessoas que dizem que viajam para fugir da vida, de si mesmo. Não! Eu viajo justamente para me encontrar…

Mas todo esse sentimento romântico nas minhas viagens, que eu chamo de real, tem uma explicação. Quando você viaja, você tem a grande oportunidade de viver o momento presente, o carpe diem, o be happy now, sem a menor preocupação com o passado e futuro – e eu espero que você aproveite essa oportunidade, porque eu aproveito muito bem. O problema é o seguinte: como transferir esse sentimento todo para o dia a dia? Como eu acordo todas as manhãs sem me preocupar com as zilhões de coisas que eu tenho que fazer, fazendo uma lista de to do‘s mental e ainda sofrendo por antecipação com o trânsito que vou ter que enfrentar?

Não sei. Eu ainda não tenho uma resposta para isso. E enquanto não descubro, sigo sendo essa “outra pessoa”, torcendo para que eu consiga dormir à noite. Torcendo para que a próxima viagem chegue logo para que eu possa me encontrar.

 

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