Quando meu carro encalhou na neve

O weather channel anunciava, as pessoas comentavam e eu me preocupava: vem aí uma tempestade de neve.

Saí do trabalho mais cedo, mas não o suficiente para não pegar a tempestade no caminho de casa. Aliás, já começou no estacionamento do trabalho.

Comecei tirando toda a neve do vidro e, com uma pá, a neve em volta do carro que me impedia de sair do estacionamento.

Era quase impossível dirigir. Tive que pegar um caminho alternativo pois, como havia uma descida na rua do trabalho, fiquei com medo do meu carro escorregar, tipo um tobogã, sabe?

Rua da minha casa
Rua da minha casa

Havia muito trânsito na estrada. Muito carros querendo ir pra casa e o asfalto completamente escorregadio impedindo as pessoas de fazerem isso rápido. Mais escorregadio ainda pra mim, que nunca na vida tinha trocado os pneus do carro! Aliás, nem sabia que isso precisava ser feito. Mas foi essa a causa do meu drama… eu acelerava e não saía do lugar! Meus pneus rodavam mas apenas escorregavam no gelo. E quando eu conseguia sair do lugar, meu carro ia patinando todo sem controle pra vala da estrada (cheia de neve) ou pra cima de outro carro (o que é um problema também, pois não se consegue frear no gelo).

Nesse ponto eu já estava saindo do carro, olhando a situação dos pneus, da neve no chão… tentando pensar numa estratégia que me tirasse dali.

A neve caindo, a polícia olhando sem fazer nada, as pessoas dirigindo com cautela e Amanda 90 chorando. Sim, Brasil, eu coloquei a cabeça na direção e chorei.

Aí liguei para o meu namorado gringo, que entendia de neve e convivia com ela sem dramas. Resposta: “não tem como eu te ajudar… você tem que dirigir devagar, com calma…”. Que parte de “meu carro não sai do lugar! Só patina no chão” ele não entendeu?

Olha os floquinhos de neve no vidro do carro!
Olha os floquinhos de neve no vidro do carro!

E quando já não havia mais esperança, surge uma mãe de família no carro de trás que se propõe a me ajudar empurrando meu carro. Justo eu, que sou chata com essas coisas de carro e tomo o maior cuidado para não amassar, riscar… Mas a situação era grave. Não havia espaço para apego material. E assim foi. Ela, com seus dois filhinhos no banco de trás, empurrando meu carro.  Foi quando uma outra pessoa viu a cena dramática e se ofereceu para puxar meu carro com uma corda. Que situação… mas também aceitei e meu carro foi assim até um ponto mais seguro da estrada, com menos neve no chão.

Cheguei em casa séculos depois com um escapamento quebrado de tanto tentar acelerar, carro amassado por ser empurrado e traumatizada. Xingando aquele lugar e achando impossível viver daquele jeito.

E hoje eu moro em São Paulo, uma cidade que substitui a neve pela chuva. O mesmo drama mas um pouco mais nojento, eu diria… urgh!

 

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