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Mal de altitude: como evitar no Peru, Chile e Bolívia

Nem todo mundo sente o mal de altitude. E se sentir, os sintomas podem variar de pessoa para pessoa. Eu, por exemplo, sou mais afetada pela dor de cabeça ou fico mais ofegante, mas também não acontece o tempo todo. Ou seja, não é porque você vai viaja para um desses lugares, que sente alguma coisa. Mas é bom que você vá sabendo o que fazer e se prevenindo…

MAL DE ALTITUDE

O que você pode sentir

  • dor de cabeça
  • enjoo
  • ficar mais ofegante nas caminhadas

MAL DE ALTITUDE NO PERU: CUSCO E MACHU PICCHU

Cusco é uma cidade com 3400 metros de altitude e você corre o risco de ter que enfrentar o “soroche”, que é o mal de altitude ou mal da montanha. Nem todo mundo sente o mal de altitude (eu, por exemplo, não sinto quase nada mas muita gente passa mal). A maneira como você vai se sentir (SE sentir) é uma surpresa. De qualquer maneira, é bom você saber um pouco mais como é esse mal de altitude e ir se preparando.

A boa notícia é que Machu Picchu em si é um lugar baixo, portanto lá é onde você menos vai sentir a altitude. A má notícia é que, caso você queira fazer a Rainbow Mountain, esse é o pior lugar. Prepare-se.

No Peru tem um extra para evitar o mal de altitude. Lá é vendida a água florida, uma das coisas milagrosas do Peru. Uma solução de água e ervas vendida em diversos lugares da região por um preço baratinho. É bastante eficiente principalmente para dores de cabeça. Coloque um pouco na palma da mão, esfregue uma mão na outra, coloque-as tampando sua boca e nariz e inale pelo nariz. A dor de cabeça passa na hora.

mal de altitude
Água de Florida

MAL DE ALTITUDE NA BOLÍVIA

Posso falar sobre a minha experiência no Salar de Uyuni com 3656 metros acima do nível do mar. Não passei mal e não senti muita dor de cabeça – somente na primeira noite, no primeiro refúgio. Mas há casos de pessoas que não passam tão bem. Por isso, é bom ficar atenta – lá não há nenhuma assistência com relação a isso e você passará quatro dias viajando num jeep e dormindo no deserto.

MAL DE ALTITUDE NO ATACAMA

No Atacama é mais difícil sentir a altitude, com 2300 metros de altitude. Os principais passeios nos quais você pode sentir são: Geiseres del Tatio (4300m) e trilha ai vulcão Lascar (acima de 5 mil metros). Por isso é aconselhado que você deixe a ida ao geiser para o meio da viagem e, se decidir subir o Lascar, faça no fim da viagem (eu fiz no último dia, depois de voltar da Bolívia e já estar ambientada).

No Atacama você vai encontrar farmácias caso precise. E, fazendo os passeios com uma boa agência de viagem, é provável que eles levem consigo latas de oxigênio para um momento de necessidade.

Como evitar e o que fazer

mal de altitude
Como fazer com o álcool gel e água florida, esfregando nas mãos e inspirando.
  • bebidas alcóolicas e comidas muito pesadas logo no primeiro dia podem não ser uma boa ideia. Pegue leve se perceber que as coisas não vão bem. Já cometi esse erro no Peru e quase desmaiei.
  • o chá de coca que você encontra em diversos lugares é para ser bebido à vontade e sem medo de dar barato (porque não dá). Ele ajuda bastante a evitar o mal de altitude.
  • mascar folha de coca também pode ser eficiente. Funciona assim: coloque umas duas no fundo da boca e fique mascando pelo tempo mais longo que você conseguir. É ruim, mas faz bem.
  • tomar água é essencial contra o mal de altitude.
  • dá pra tomar também um remédio chamado Diamox. O ideal é que você comece a tomar ainda no Brasil para que chegue ambientado na sua viagem (consulte um médico, tá)
  • Pouca gente sabe, mas álcool gel ajuda na dor de cabeça (testado e aprovado por mim). Basta colocar um pouco na palma da mão, esfregar uma a outra e inspirar bem forte (como na foto ao lado, quase chorando e tossindo). O efeito é instantâneo.

 

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6 erros que cometi na minha viagem a Machu Picchu

Sabe como é… às vezes você vai viajar, não pesquisa direito, não faz um planejamento e quando chega lá… oops! Foi assim com a minha primeira viagem a Machu Picchu.

Sem planejamento e preocupação, eu cheguei em Cusco sem nem mesmo ter o ingresso de Machu Picchu em mãos. A sorte é que era baixa temporada e ainda encontrei alguns disponíveis para comprar.

Mas queria entrar em detalhes sobre quais foram os meus erros nessa viagem para que você não erre também:

1. Peguei o primeiro táxi que vi no aeroporto.

O meu hostel já havia se oferecido para me pegar no aeroporto por U$5. Mas pensei que conseguiria um mais barato quando chegasse. Cheguei super cansada de viagem, fazia duas noites que não dormia e tudo o que eu queria era chegar no hostel. Conclusão: paguei US$20 pelo primeiro táxi que encontrei.

FAÇA CERTO: verifique se o seu hotel ou hostel tem transfer incluído. A maioria deles têm e pode sair mais barato do que pegar um táxi no aero.

2. Comi e bebi no primeiro dia como se não houvesse amanhã.

Afinal eu estava no Peru, certo? Uma das melhores culinárias do mundo. E nada melhor do que um pisco sour (a caipirinha peruana) para acompanhar os pratos. Porém, passei super mal. Fui almoçar em um restaurante muito bom e não me poupei de entrada, pisco sour, prato principal (que é sem miséria) e uma cerveja Cusqueña para acompanhar. Ao final do almoço minha pressão baixou e tudo começou a ficar preto. Era o mal de altitude me pegando. Fui ao toilette colocar água na nuca e graças aos deuses incas eu já tinha comprado um saquinho de folha de coca. Enfiei um punhado na boca e masquei, masquei, masquei até que tudo foi voltando ao normal.

Faça certo: Pegue leve no primeiro dia e evite comidas pesadas e bebida alcoólica para não sofrer o mal de altitude.

3. Não comprei o ingresso do parque de Machu Picchu antecipado. 

Aliás, nem sabia que deveria comprar com antecedência. Só havia comprado o ticket do trem e boa. Mas quando cheguei no hostel, conheci um brasileiro que já me deu esse toque e me ajudou a comprar a entrada do parque pela internet. Eu tinha tickets do trem para Machu Picchu reservados para o dia seguinte e corria um sério risco de chegar lá e não conseguir entrar. O parque tem um limite diário de entrada de pessoas

Faça certo: compre o seu ingresso de Machu Picchu e do trem com antecedência para não correr o risco de ficar sem.

4. Esqueci de levar meu passaporte para carimbar em Machu Picchu

Existe um carimbo especial de lembrança na saída do parque de Machu Picchu. Não são os funcionários que carimbam na entrada, mas você mesma que carimba numa barraquinha à parte. Pode procurar, pode perguntar por ali se não achar. Na primeira vez esqueci de levar o passaporte. Mas foi bom ter voltado à Machu Picchu mais duas vezes – agora tenho dois carimbos 🙂

5. Peguei um quarto privado no hostel.

Um tal quarto chamado de matrimonial. Esse não foi exatamente um erro pois é uma escolha que eu faço até que frequentemente. Mas se soubesse que teria tanta gente bacana e que o hostel era tão bom, teria ficado no quarto comunitário e economizado uma grana maior ainda. Enfim, essa foi a única vez que me arrependi de um quarto privado num hostel.

Veja aqui o hostel onde me hospedei em Cusco.

6. Não ter ido a Lima na primeira vez e, na segunda, ter ido na volta.

Não existe voo direto para Cusco. Todos eles têm conexão em Lima na ida e na volta. Portanto eu deveria ter aproveitado a oportunidade e conhecido Lima que é bastante famosa para gastronomia.

Mas posso te falar uma coisa? Na segunda vez que fui pra lá, passei um dia em Lima na volta mas o clima em Cusco tinha sido tão bom que parecia que o agito de Lima não combinava em nada com a viagem que eu tinha acabado de fazer.

Faça certo: dê uma paradinha de um ou dois dias em Lima na ida. Na volta pode ser que você não esteja no clima.

Veja aqui todos os posts do Peru

Onde ficar em Cusco: os melhores hotéis e hostels

Onde comer em Cusco: os seis melhores restaurantes

Boleto turístico de Cusco: como funciona para fazer os passeios

Mal de altitude: como evitar

Rainbow Mountain no Peru: tudo o que você precisa saber

5 erros que cometi na minha viagem ao Peru

Quanto custa conhecer Machu Picchu

Compras em Cusco: o que vale a pena comprar

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