Um dia sozinha em Amsterdam pode ser bem agradável

Um dia sozinha em Amsterdam pode ser bem agradável

Tenho que começar essa história contando pra vocês que uma das minhas técnicas para pagar mais barato em um voo é comprar aqueles com conexão, que não são diretos.

E quando eu fui pra China, foi assim. Eu poderia escolher onde faria a conexão e escolhi uma longa o suficiente para passar um dia em Amsterdam. Chegaria às 6 da manhã e às 20h partiria para Xangai. É óbvio que não dá para fazer muita coisa e conhecer tudo, mas se você souber escolher, pode ter um dia bem agradável em um país novo.

Para sair do aeroporto de Amsterdam, o Schipol Airport, você precisa passar por um entrevistazinha básica de entrada na imigração, como em qualquer outro país da Europa. O bom desse aeroporto é que ele tem uma estação de trem dentro dele. Sendo assim, levei 20 minutinhos para chegar até a Centraal Station no centro de Amsterdam.

Um dia lindo de sol, outono na Europa, perfeito para caminhar pela cidade. Logo saindo da estação, já me assustei com a quantidade de bicicletas “estacionadas” nas ruas e pontes. Que natural e lindo!

Como era cedo, achei que merecia tomar um café da manhã com um strudel de maçã tipicamente holandês. Sentei em um desses cafés lotados e fiquei lá sozinha, contemplando a calma dos europeus, com um raio de sol batendo no meu rosto e me lambuzando com o strudel.

cafeAmsterdam

Depois disso, continuei caminhando pela cidade, me perdendo sem querer no Red Light District, o bairro da luz vermelha, com as prostitutas de vitrine. Achei bem teatral, quase que poético aquelas meninas expostas nas janelas enormes das casas às 10 da manhã. Parece de mentira, mas não é. A prostituição é legalizada na Holanda.

redlightNYtimes

Continuando o passeio… uhn, os coffee shops de maconha. Como não mencioná-los em um história de Amsterdam? Bom, eu não gostei, esperava outra coisa. Quando se diz que é legalizado, imaginava que as pessoas sentassem em uma mesinha, como em qualquer café e fumassem seu baseado naturalmente. Mas não, esses cafés são escuros, como um pub mesmo e com uma vibe meio dark, meio escondido. Esse tipo de café, até nós temos no Brasil. Não gostei.

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Depois de comer um sanduíche de rua na hora do almoço, ainda me restava meio dia para passear. Mas fazer o que? Avistei um barco que fazia um passeio pelos canais de Amsterdam, mostrando a arquitetura da cidade e outros pontos importantes. Eu não tinha muitos euros, apenas algumas moedas, e não queria sacar mais para trocar pois estava indo pra China. Me lembrei que um dia havia encontrado uma nota de dez euros caída na rodoviária de São Paulo e guardei na carteira forever. E havia chegado a hora de utilizar aquela nota que eu nem sabia se era real! Entreguei ao barqueiro, ele aceitou e lá fui eu conhecer Amsterdam da melhor forma, através dos canais que recortam a cidade. Maravilhoso.

canal2

Depois desse passeio, estava pronta para voltar ao aeroporto, mas com a certeza de que preciso retornar à cidade com mais tempo, me hospedar numa casa-barco, ir ao museu de Van Gogh, comprar tulipas só por comprar e me deliciar com strudels de maçã.

Obs: Infelizmente estava sozinha e deixei minha câmera fotográfica na mala. Portanto não tenho nenhuma foto minha lá. Ai…

 

Imagens: NY Times, National Geographic, Holland.com, caffeinatedtraveller.com

3 Comments

  1. Oi Amanda! Eu tenho uma pergunta que deve ser bem besta, mas lá vai: Onde vc deixou a mala? Quando eu penso em fazer esse tipo de conexão penso que é ruim ficar perambulando com as malas. Ótimo blog!

  2. A cidade é linda, que sonho.

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