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Como é fazer trabalho voluntário na Índia

A Maria tem 22 anos e é uma fiel leitora do blog. Faz pedagogia e já fez três intercâmbios na vida. Hoje é dia dela contar sua experiência fazendo intercâmbio na Índia, onde ficou por seis semanas.

Sempre começo meus textos sobre a Índia dizendo o quanto foi difícil. Difícil de me despedir, difícil de ir embora. Voltar pra casa depois de seis semanas foi como deitar para descansar de um longo dia de trabalho. 

Tudo começou em 2014, quando eu estava louca pra visitar o parque do Harry Potter, em Orlando, e meu visto foi negado.  

Então fui atrás de outra coisa, afinal, se a vida te dá limões, pegue sal e tome com tequila 🙂 Me inscrevi no site da AIESEC, uma instituição sem fins lucrativos que promove intercâmbios voluntários e profissionais em vários países do mundo. Achei que não daria em nada e 1 mês depois já estava tudo decidido: eu ia fazer trabalho voluntário na Índia. 

Comprando as passagens descobrimos que era caríssimo. Por um momento quase desisti (só com o peço da passagem eu faria um mochilão-ostentação pela América Latina). No final optei por comprar a passagem separada em dois trechos: Rio-Roma e Roma-Goa, ou seja, ainda ganhei alguns dias em Roma na ida e na volta. 

Foram 4 meses de muita expectativa, todo mundo aqui em casa só ouvia falar de Itália e Índia. Foi muito planejamento, muitos blogs visitados, muitas dicas, muitas amizades feitas por conta do intercâmbio. 

E finalmente chegou o dia. Fui sozinha para o aeroporto. Doze horas de voo depois: ROMA! 

Nesse primeiro dia fiz Coliseu (e como comprei o ingresso pela internet, não peguei fila), Palatino, Fórum Romano, Monumento a Vittorio Emanuele e Fontana di Trevi. Roma é uma delícia e se planejando bem dá pra conhecer tudo em poucos dias. Só tem que tomar muito cuidado, lá é bastante perigoso, furtaram minha câmera de dentro da minha mochila (ainda bem que foi só na volta da Índia). 

No dia seguinte, continuou a saga de aeroportos (Roma – Abu Dhabi – Bangalore – Goa). Pra chegar lá foi um perrengue: passei mal no avião, escala de 9 horas, minha mala foi extraviada… Mas nada se compara à emoção que eu senti ao sair do aeroporto em Goa. 

india amanda viaja

Morei seis semanas em Goa, um microestado colonizado por Portugal. É diferente do resto da Índia, mas ainda assim é um choque cultural tremendo. 

Tudo lá é diferente, desde a forma de se vestir até a forma de comer. A religiosidade também é muito forte e você encontra vários tipos de construções de adoração: templos, mesquitas, igrejas, etc. Eu sou agnóstica, mas adorava visitar os templos, para me inteirar dessa cultura tão rica que eles têm.  

A comida é bem apimentada e eles comem com a mão direita. Comem tudo com a mão. E comem tudo com pão, geralmente o roti ou o naan. Isso me fez engordar quatro quilos hehe  

chai também é cultural. Eles bebem na mesma frequência que a gente bebe o ”cafezinho” no Brasil. E é uma delícia!  

O custo de vida é absurdo de barato pra quem viaja pra lá. Uma garrafa de 1 litro de água, por exemplo, custa 20 rúpias (na época que eu fui 1 real comprava 27 rúpias). E dá pra barganhar o preço de tudo nas feiras e lojas. Já me ofereceram um vestido por 650 rúpias e eu levei por 200. Sempre barganhe, eles colocam o preço lá no alto quando percebem que você é turista. 

india amanda viaja

Lá eu trabalhei em um voluntariado, pela Aiesec, relacionado à conscientização de crianças e adolescentes sobre o vírus da AIDS. Nós íamos à escolas dar workshops e palestras e fazíamos arrecadamento de fundos para a ONG.
Foi muito gratificante pra mim poder ajudar um pouco, ainda mais deparada com uma realidade tão diferente da minha. Muitas crianças vinham nos perguntar se a AIDS era transmitida por mosquitos, então eu sabia que o que eu estava fazendo lá realmente tinha uma importância muito grande.
Eu adoro fazer trabalho voluntário e a experiência de poder fazer um fora do país mudou muito o modo como eu vejo as coisas e o meu auto-conhecimento.

A Índia é um tapa-na-cara e uma lição de vida. Posso dizer com toda a certeza de que a maior bagagem que eu trago de lá está dentro de mim e, principalmente, do meu coração. A energia daquele lugar é inexplicável e tudo o que eu aprendi vou levar comigo para o resto da vida. 

Dicas da Índia 

Em Goa, o mais incrível são as praias. Quem for pra lá não pode deixar de ir a Arambol, Baga, CalanguteBenaulimVagator e Morjim. 

As praias lá são bem diferentes do que a gente vê aqui no Brasil: lá o costume é deitar numas esteiras com colchões e barracas e ficar degustando uma comidinha dos quiosques. É bem tranquilo e barato. Um milk-shake de Oreo, por exemplo, custava 30 rúpias na beira da praia (nem preciso dizer que eu tomava uns 2 por dia, né?!).  

O centro de Panjim também é uma graça, vale ”perder” um dia lá. A arquitetura portuguesa e as ruas, que parecem cidades como Parati, são o charme do lugar. 

De Goa dá pra fazer um bate-volta na cidade de Humpi, que fica no estado de KarnatakaPor incrível que pareça é bem fácil viajar pela Índia. Tem trem e ônibus pra tudo quanto é lugar lá, de norte a sul do país. 

Humpi é a cidade inspiradora da lenda de Mogli, o menino-lobo: a história se passa lá. O lugar é cheio de templos, a maioria gratuitos. Existe um rio que divide a cidade: de um lado a parte ”histórica”, com os templos e do outro as pousadas, festas, etc. Para atravessar o rio é preciso pagar 10 rúpias. 

As passagens de ônibus pra Humpi custam por volta de 2000 rúpias, ida e volta, o que dá em torno de 160 reais. 

Também passei por Mumbai e Agra, a terra do Taj Mahal. Um dia em Agra é suficiente, lá não tem muita coisa pra fazer (só o Taj Mahal e o Agra Fort) e é bem poluído. Peguei um trem de Goa a Mumbai (12 horas) e outro de Mumbai a Agra (24 horas, que viraram 29). Dica: compre com antecedência. E compre a classe sleeper A/C, é um pouquinho mais cara mas vale a pena, tanto pela segurança quanto pelo conforto. 

O ingresso do Taj Mahal custa 750 rúpias para estrangeiros e é super tranquilo comprar na hora (minha dica é comprar no guichê que fica a 1km do Taj, é bem mais vazio, e você tem direito a um ônibus que te leva até a entrada). 

Mumbai não me apeteceu muito. Talvez um dia eu volte e faça as pazes com ela. 

Sobre o resto… Sim, a Índia é tudo isso que a gente vê nos filmes e muito mais. Mas 98% das pessoas que eu encontrei lá têm um coração enorme. 

Eu espero poder voltar brevemente e fazer um mochilão em todos os lugares incríveis que eu não consegui ir. 

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Os últimos dias foram absurdamente difíceis pra mim. 

E voltamos à saga de aeroportos: Goa-Mumbai-Abu Dhabi-Roma. 

O voo de Goa pra Mumbai atrasou 50 min e a conexão em Mumbai durava 1:40h. Ou seja, chegando no aeroporto o pessoal que ia pra Abu Dhabi foi escoltado por uma equipe da Etihad que praticamente nos carregou no colo. E o avião esperando por nós. Por um lado isso foi incrível: um avião esperou por mim na Índia!

Minha bagagem de mão teve que ir para o porão porque não tinha mais espaço dento do avião. 

Adivinhem o que aconteceu chegando em Roma? Isso mesmo, bagagem extraviada novamente! Mas foi ótimo pra mim, não tive que carregar peso em Roma, fiquei só com a bagagem de mão, que tinha tudo o que eu precisava pra dois dias: roupas, kit de dormir, necessaire, mapa, livro, eletrônicos, carregadores, câmera e bichinho de pelúcia. 

Dessa vez me hospedei do outro lado do Trastevere, no Vaticano. 

Foi muito ruim me despedir disso tudo, dessa viagem que mudou minha vida. 

Aprendi na Índia que a gente nunca está só, por mais que esteja desacompanhado. Aquele esquisitão sentado do outro lado na verdade é um cara super legal e cheio de histórias pra contar. 

Lá aprendi a tentar sem medo de errar. Aprendi a ir com medo mesmo. Aprendi que nenhum perrengue é tão ruim que não possa ser superado. Aprendi a ser humilde mas a não confiar em todo mundo. Aprendi que os nossos problemas são do tamanho de um grão de areia. 

Experimentei comidas novas, fui a um funeral, conheci pessoas, ajoelhei em templos, vi filme em hindi, fiz tatuagem. Andei de carro, avião, ônibus, trem, barco e scooter. 

Viagens são os melhores investimentos que se pode fazer. 

Eu sempre fui muito curiosa pra descobrir o sentido da vida. Achava que a gente tinha que fazer algo que ficasse ”marcado na história” pra não ser esquecido. 

Numa viagem com a igreja em 2011 eu descobri que o sentido da vida é o amor. Amor de irmão, amor de amigo, amor por momentos, amor por lugares. 

O amor fica guardado dentro da gente e de quem a gente consegue contagiar com ele. 

Uma frase que minha mãe me disse quando eu ainda estava lá resume tudo o que eu vivi: ”Lembranças como tesouro. Aonde ele estiver, estará também seu coração.”

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Como fazer o passeio de elefante na Tailândia sem crueldade

Quando estive na Tailândia, uma das coisas que mais me espantou foi a quantidade de elefantes que eram explorados através do turismo. Você encontra elefantes com seus donos pedindo esmolas na ruas, nas praias, elefantes “pintando” quadros, presos no quintais das casas e, principalmente, trabalhando em “elephant ride“, o famoso passeio de elefante na Tailândia.

Elefantes na Tailândia e Ásia

A questão dos elefantes é complexa em muitos países do sudeste asiático, mas vou falar da Tailândia que é o país onde passei mais tempo e um dos mais famosos por seus elefantes.

A estimativa é de que existam 5 mil elefantes na Tailândia, sendo que 4 mil estão em cativeiro, pertencendo a algum estabelecimento ou a alguém. O fato de muitos elefantes terem um dono é uma tradição que existe há mais de 4 mil anos. Esse “dono” do elefante é chamado de “mahout” e passam o tempo todo juntos, criando uma forte conexão que não podem/devem ser separados. E é aí que entra o problema.

O elefante tem um gasto, precisando de mais ou menos 250Kg de comida/dia, sem contar os tratamentos medicinais. E os mahouts argumentam que precisam do dinheiro do turismo para sobreviver e sustentar os elefantes.

O que ONG’s outras instituições vem fazendo, é trabalhar junto com os mahouts ajudando-os e ensinando a melhor maneira de cuidar desses elefantes. Por exemplo, a ONG Elephant Nature Park, convida elefantes e mahouts que estejam trabalhando de forma “incorreta” para trabalhar na ONG. E assim, elefante e mahout tem um emprego que não prejudica o animal e ajuda o mahout.

Um outro trabalho que as ONG’s fazem é resgatar animais que trabalham em florestas carregando madeiras ou que estavam em alguma zona de risco (tem até um elefante com a pata mutilada por conta de uma bomba na área de guerra de Myanmar).

Uma das dúvidas mais frequentes é por que os elefantes não são resgatados e soltos na florestas novamente. E isso não acontece porque já não existe tanta floresta na Tailândia e os elefantes não sobreviveriam.

Eu aprendi muita coisa legal sobre os elefantes enquanto estive na Tailândia. Mas o que eu mais gostei de saber é que existem maneiras éticas de interagir com esses animais sem prejudicá-los. E é por isso que eu quis fazer esse post sobre passeio de elefante na Tailândia. Pra você descobrir quais são essas maneiras e como ficar “esperto” enquanto estiver por lá e ver alguma coisa sobre elefante.

PASSEIO DE ELEFANTE NA TAILÂNDIA

Não ande em elefantes

Andar em elefante é uma das atividades mais procuradas na Tailândia. O problema é que elefantes não são como cavalos. São espécies selvagens que não servem para serem montadas. Para os elefantes chegarem ao ponto de carregar pessoas em suas costas, eles passam por um verdadeiro processo de tortura quando ainda filhotes. São tomados da mãe, confinados e apanham por dias, com fome e sono até que cheguem num estado lastimável de fazer tudo o que o homem manda. Assim, eles são colocados para trabalhar em circos, carregando madeiras nas florestas ou explorados através do turismo.

Se você ver que um estabelecimento diz que trata bem os elefantes, mas os leva para passear, desconfie. Provavelmente ele não é tão legal assim.

passeio de elefantes
Elephant ride. Foto: Thinkstock

Não pague para alimentar elefantes nas ruas

Você pode encontrar muitos donos de elefantes deixando que você alimente o animal desde que pague uma certa quantia. Não aceite. É necessário que o dono entenda que não adianta ele explorar o animal porque nós não vamos aceitar. Muitos donos levam os elefantes para a praia ou para a ruas para pedir dinheiro (é possível ver elefantes até em Bangkok). Isso causa um tremendo stress no animal.

Ganchos utilizados para controlar os elefantes não são legais

Em muitos lugares você encontra mahouts utilizando ganchos pontudos para controlar o elefante. Com o gancho eles vão cutucando o elefante e dando os comandos necessários. Aquela expressão “memória de elefante” não existe à toa. Elefantes têm boa memória sim e esse gancho faz com o que o elefante lembre de quando foi torturado quando filhote. Com essa lembrança ele responde aos comandos do gancho por medo.

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Foto: World Animal Protection

Não, fazer yoga no elefante não é legal

Eu vi isso num resort. Turistas faziam aulas de yoga em cima do elefante. Preciso explicar porque essa é uma ideia ridícula?

Faça uma pesquisa sobre o estabelecimento que oferece o passeio com os elefantes

Na internet (em inglês) está cheio de reviews e informações sobre esses lugares. As duas informações básicas que você deve checar: se o lugar oferecer elephant rides (andar em elefante) e se ele utiliza ganchos para controlar os elefantes. Nesses dois casos não é um bom lugar para você ir de passeio de elefante na Tailândia.

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Onde ver elefantes na Tailândia sem crueldade

LUGARES RECOMENDADOS PARA PASSEIO DE ELEFANTE NA TAILÂNDIA

Eu encontrei neste post do Lonely Planet, alguns lugares que eles recomendam na Tailândia para que você possa interagir de maneira ética com os elefantes. Dá para você passar um dia inteiro com os bichinhos ou até uma semana fazendo trabalho voluntariado. E uma informação importante: reserve a sua visita com bastante antecedência para não correr o risco de ficar sem lugar. O primeiro lugar é o que eu fui:

Elephant Nature Park, Chiang Mai

É o centro de reabilitação mais conhecido da Tailândia com centenas de prêmios pelo seu comprometimento em resgatar e cuidar de elefantes que foram explorados. Eu passei um dia todo lá, mas tem gente que fica até por uma semana fazendo trabalho voluntário no lugar. Durante o meu dia, eu pude conhecer os elefantes, fazer carinho, alimentá-los, levá-los para o banho de rio e depois para o banho de lama. Lá os elefantes ficam soltos o tempo todo em uma grande reserva e você vê o verdadeiro passeio de elefante na Tailândia – todos eles passeando livremente. Faça sua reserva com antecedência diretamente pelo site deles.

The Surin Project, Surin

É associado ao Elephant Nature Park. Eles têm melhorado bastante a vida dos elefantes e de seus mahouts. Para visitar o local, é necessário que você fique uma semana fazendo voluntariado ajudando a plantar, colher e manter os alimentos dos elefantes.

Boon Lots Elephant Sanctuary (BLES), Sukkothai

Foi eleito pelo Lonely Planet como uma das 10 experiências inesquecíveis para famílias em 2015. Os voluntários do BLES são envolvidos em todas as atividades do santuário, desde coletar comida para elefantes na floresta até levar os elefantes para passear.

Elephants World, Kanchanaburi

Fundado por um veterinário para cuidar de elefantes doentes, velhos, abusados e incapacitados, é uma operação modesta mas funciona muito bem como as outras. O lema do lugar é “nós trabalhamos para os elefantes, e não os elefantes que trabalham para nós”.

Veja todos os meus posts sobre a Tailândia

Onde ficar e se hospedar na Tailândia

Meu roteiro na Tailândia e o que eu faria diferente

Bangkok: o que fazer e o que é dispensável

As comidas da Tailândia: o que comer e não passar mal

Asean pass da Air Asia: como usar e suas vantagens

Pai é o meu lugar preferido na Tailândia

O problema dos cachorros em Koh Lanta na Tailândia

Railay Beach na Tailândia: vale a pena

Maya Bay na Tailândia: a realidade por trás de #paraiso

Phranang Cave Beach: a praia dos pintos

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Onde ficar e se hospedar na Tailândia e na Malásia

A Ásia realmente oferece algumas opções de hospedagem bem baratas. Poderia ser melhor ainda se o real não estivesse tão desvalorizado. Mas procurando, ainda conseguimos encontrar boas opções.

Como fui passar quarenta dias entre Malásia e Tailândia, deixei um itinerário bem flexível. Muitos hostels eu reservava um dia antes de chegar. Essa flexibilidade também definia o quanto eu investiria em hospedagem. Se estivesse muito cansada, acabava investindo mais dinheiro na hospedagem Se eu estivesse mais disposta e me sentindo pobre, pegava um quarto compartilhado de algum hostel que não fosse caro. Quem acompanha o blog há algum tempo, sabe que eu gosto de balancear a hospedagem nas minhas viagens. Às vezes aperto o cinto ficando em lugares mais baratos, mas também adoro um conforto de vez em quando.

Confesso que se eu fosse hoje novamente, investiria bem mais em hospedagem, ficando mais em quartos privados. Para uma viagem relativamente longa como a minha, dormir bem faz uma diferença enorme. Além de precisar trabalhar durante as viagens, eu já não tenho pique para passar tanto perrengue. Então uma lição que ficou dessa minha viagem pra Ásia foi: da próxima vez que eu for passar mais de duas semanas num lugar, devo investir mais em hospedagem. Isso muda tanto a minha disposição quanto meu humor. Claro que isso é bastante pessoal, que varia de pessoa para pessoa. Mas é viajando que você vai se conhecendo melhor e percebe como funciona a sua disposição.

Usei muito o hostelworld.com para fazer as reservas, baixei inclusive o aplicativo para me ajudar a procurar hostels nas horas de ócio e funcionou muito bem.

Percebi também que em alguns hostels eles cobravam mais barato se você reservava com eles diretamente, ali no balcão. Mas como muitas vezes eu queria garantir o espaço, acabava reservando com antecedência. Um dos truques que utilizei foi esse: quando ia passar muitos dias na mesma cidade, reservava só um ou dois dias para conhecer o hostel e, se gostasse, reservava mais alguns dias diretamente com eles.

Então vamos ver as minhas hospedagens. Para facilitar sua vida,  também coloquei ao lado das cidades, a minha avaliação dos hostels entre ruim, razoåvel, bom, muito bom. 

Tailândia

Phuket – razoável

Fiquei no ‘Forest Patong Hotel‘ (R$50/noite numa suíte). Gostei do hotel, apesar de ser um pouquinho longe do centrinho da praia de Patong. A outra coisa ruim é que a janela do meu quarto ficava colada a uma parede então não dava pra abrir e o quarto cheirava um pouco a mofo.

Railay – muito bom

Praticamente não existem hostels em Railay, então tive que optar pelo que eles chamam de resort, mas que pra gente parece mais uma bela e grande pousada. Fiquei no ‘Phutawan Resort‘ (R$130 suíte com varanda) que eu adorei. Tinha uma caminhadinha de dez minutos para chegar na praia, mas valeu muito a pena. O resort ficava bem no alto (excelente em caso de tsunami hahaha) e você tinha uma vista linda da piscina para o mar. Gostei muito desse resort e recomendo. Visitei alguns que ficavam na beira da praia e eram bem mais caros com a única vantagem de ficar de frente para a praia. Não achei que compensava. Só fui embora para outra ilha porque estava ficando caro pra mim a hospedagem. Mas se você vai em duas pessoa dá R$65/pessoa – o que para esse resort é barato.

Koh Lanta – bom

Fiquei no ‘The Metallic Hostel‘ (R$36 num quarto misto, compartilhado). No entanto, nos sete dias que fiquei no hostel acabei compartilhando apenas com mais uma gringa, duas noites fiquei sozinha e na última noite foram dois gringos. Não tem festa no hostel, mas um pessoal bacana.

Eu gostei muito do hostel, que fica super perto da praia de Long Beach, é limpo e a staff é muito legal. Valeu a pena.

Bangkok – bom

Fiquei no ‘Lub d Siam Square‘ (R$59/noite no quarto compartilhado com mais três meninas). Ótima localização, super limpo, quarto confortável, mas a staff foi bem chata (foi a única coisa que não gostei). Rola um happy hour bacana todos os dias depois das 18h, mas o clima do hostel não é de festa.

Pai – muito bom

Fiquei no ‘Hostel Huan Saran‘ (R$45/noite suíte, privado) que mais parece uma pousada. Era um quarto privado delicioso, com banheiro e cama de casal. A localização também é perfeita. O proprietário era um suíço que um dia foi a Pai e nunca mais voltou. Tem ainda um restaurantezinho na frente do hostel que é uma delícia sentar ali à noite e tomar uma cerveja enquanto observa o movimento.

 

Chiang Mai – ruim e depois muito bom

Fiquei durante três noites no ‘The Living Place‘ (R$35/noite quarto misto compartilhado) Apesar da boa localização, não gostei muito. Achei tudo muito velho e meio bagunçado, o que me dava margem para imaginar se era sujo também. O banheiro era compartilhado.

Quando voltei a Chiang Mai, escolhi o hostel ao lado chamado ‘The View’. Fiquei num quarto compartilhado com mais onze mulheres. Tudo era muito limpo e a staff atenciosa. Um dia o ar condicionado do quarto quebrou e eles foram bastante atenciosos permitindo que mudássemos de quarto. Não tenho o valor que paguei no hostel, porque reservei direto com eles e perdi o papel e não estou encontrando o site. Sorry, people…

Chiang Rai – bom

Fiquei numa guesthouse chamada ‘Baan Rub Aroon‘ (R$32 o quarto individual, cama de casal e banheiro compartilhado). Foi só uma noite, mas o suficiente para achá-la simpática. A localização era ok também.

Golden Triangle – muito bom

Me hospedei por duas noites a convite do Anantara Golden Triangle Elephant Camp and Resort para conhecer a fundação dos elefantes, portanto não paguei. Uma diária nesse hotel 5 estrelas all inclusive custa em torno de R$4000.

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Malásia

Kuala Lumpur – razoável e depois muito bom

Em Kuala Lumpur é difícil encontrar um lugar bom e barato para se hospedar. A maioria desses lugares se concentram em Chinatown. Fora dela, não consegui encontrar nada barato. Só grandes hotéis.

Na minha primeira passagem por Kuala Lumpur me hospedei no Explorers Guesthouse (R$45/noite, quarto twin). Eu dei sorte porque peguei um quarto twin (compartilhado com apenas mais uma pessoa), mas ninguém apareceu e fiquei sozinha todos os dias. O hostel é ok, funcionou bem pra mim. Tem um outro post que escrevi sobre esse hostel aqui.

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Na minha segunda passagem, já querendo descansar, preferi um pouco mais de conforto e escolhi o Hostel ‘1000 Miles (suíte por R$85/noite) que na verdade é um boutique hostel – esses modernos, novos e limpos que mais parecem um mini hotel. Me senti muito bem lá! O hostel tinha apenas seis meses e tudo parecia novinho. A staff foi super simpática e ainda tinha um mini café da manhã, TV e escrivaninha no quarto. Um hostel mais caro do que o normal, mas naquele momento era exatamente o que eu precisava.

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Vista do meu quarto no 1000 miles. Não é das melhores, mas Kuala Lumpur é meio assim mesmo.

Georgetown – seria bom se não fosse o episódio abaixo

Me hospedei no ‘Old Penang House‘ (R$44/noite num quarto individual, banheiro compartilhado). Era um casarão e a coisa ruim do meu quarto é que não tinha uma janela. E eu tive um pequeno impevisto com ratos. Um dia cheguei no hostel e me sentei nas cadeiras em frente ao hostel. De repente vejo um monte de ratos passando de um lado para o outro bem na minha frente. O dono do hostel me perguntou o que era e riu quando eu disse que eram ratos. Eles não ligam pra essas coisas. Mas passei a noite com medo e tive que colocar alguma coisas no vão da porta para tentar impedir que eles entrassem no quarto. Mas fora isso, a localização era ótima e ratos tem em todos os lugares da Ásia, não tem como fugir.

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Em Georgetown, os prédios são todos assim

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As comidas da Tailândia: o que comer e como não passar mal

A Tailândia tem uma grande variedade de pratos. E eles ainda são craques na arte de street food. Ir para a Tailândia e não provar uma comida de rua é se privar de uma das principais experiências tailandesas.

Comer na rua não tem muita higiene. Não tem lixeira nas cidades e o lixo se acumula ali no poste mesmo, ao lado das barraquinhas de comida. Os vendedores pegam no dinheiro e na sua comida. Fazer o que? Finge que não viu e come.

Quanto aos restaurantes, uma das vantagens é que os cardápios geralmente têm fotos dos pratos e isso ajuda bastante na hora de comer.

Se der uma saudadezinha de comida ocidental (normal, principalmente em viagens longas) em Bangkok tem bastante restaurante bom, principalmente pelos shoppings. Nas outras cidades é mais difícil de encontrar uma comida ocidental boa. Peça uma pizza e você vai entender o que estou dizendo.

3 regras básicas para não passar mal

Apesar de ter estômago fraco e comer muito na rua, eu não passei mal na Ásia. Mas é bastante comum. Você fica desidratado do calor, come um monte de coisa que não está acostumado e as condições de higiene não são sempre as melhores.

Existem algumas regrinhas básicas para evitar que você tenha um mal estar.

  • Dê preferência aos pratos onde a comida é cozida pois o cozimento elimina os germes e bactérias que fazem mal (ainda assim, não é sempre que funciona)
  • Beba muita água engarrafada e aquelas que sinalizam ser ‘mineral’ – nem todas as águas de garrafa da Tailândia são.
  • Se a pimenta não te cai bem, veja a possibilidade do prato ser preparado sem ela.
  • Não coma pomba. Sei lá, melhor não arriscar, né?

Pad Thai

É o prato mais famoso da Tailândia, vendido em todo lugar. É o prato mais preparado nas barraquinhas de rua. No entanto, há controvérsias sobre a origem do Pad Thai. Alguns chefs dizem dizem que sim, ele é um prato tailandês, enquanto outros chefs dizem ser chinês. O prato é feito de noodles frito com ovo mexido, tofu, camarão, broto de feijão, amendoim, limão e molhos de peixe, soja, tamarindo e chilli (o que deixa um pouco apimentado). Acontece que alguns chefs dizem que essa ideia de noodles frito é algo que os imigrantes chineses trouxeram para a Tailândia 250 anos atrás e o que faz dele tailandês é apenas o molho.

De qualquer forma, não dá para circular pela Tailândia e ignorar o Pad Thai. Durante os primeiros dias do mês que passei na Tailândia, comia Pad Thai em todas as refeições. Afinal, não tem erro. Quando você passa muito tempo viajando por um lugar chega um momento que você precisa de algum conforto e eu estava assim com o Pad Thai. Até que eu enjoei e tive que começar a experimentar outras coisas…

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Arroz com frango

Esse arroz com frango existe das formas mais variadas. Pode ser apimentado, o frango mais frito, outras com pimentão, amendoim, etc. Dá uma olhada na foto do cardápio e nos ingredientes e escolha o seu. Acho que ele é o mais próximo que você vai encontrar de uma comidinha brasileira…

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Arroz frito no abacaxi

Esse arroz é o que chamamos de arroz primavera – aquele que vai ovo mexido e vegetais e pode ser acrescido de alguns pedaços de carne ou frango se quiser. Tudo isso servido no abacaxi. Como eu adoro essa mistura de doce com salgado, eu adorei o prato. O melhor que comi foi num restaurante em Koh Lanta, no meio da estrada e de frente para o mar.

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Sopas

Sopas são clássicas na Tailândia. Os gringos amam, mas confesso que não tomei muita sopa porque não consigo quando está muito calor – e lá eu vivia no forno. Elas geralmente trazem noodles também e você pode escolher se quer frango, peixe, carnes, com leite de coco, etc. Existe muita variedade e vende em todo lugar.

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Shake de coco (mas você pode pedir um de manga também… ou de limão… ou…)

Não tem nada mais refrescante para tomar naquele calor de 14738 graus do que um shake! Eles batem as frutas com gelo e fica praticamente uma raspadinha natural, só que grande bonito. Vende-se muito nos bares e restaurantes das ilhas. Eu tomava vários por dia que custavam em torno de R$5 – mas eram enormes!

Obs: Uma amiga alemã que fiz por lá tomou um de coco e disse que passou um pouco mal, ficou se sentindo esquisita. Mas pode ser porque ela não está acostumada com coco (e não sei se você sabe, mas coco tende a soltar o intestino) ou pode ser a água que não estava boa mesmo.

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Sorvete de coco no coco

Também vende em todo lugar da Tailândia. Alguns são mais gostosos que outros e não tem muito como você saber. Esse da foto eu comi no resort Anantara que me hospedei em Chiang Rai e vinha com uma goma embaixo que parecia aquele cuscus de tapioca, sabe? Era uma delícia. Ouvi dizer também que o sorvete de coco do restaurante do Museu Jim Thompson em Bangkok também é muito bom, mas não provei.

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Roti de banana

O roti é tipicamente indiano, mas foi trazido para a Tailândia em forma de sobremesa e que eles apelidaram de “panqueca tailandesa”. Eu posso dizer que comia roti de banana to-dos-os-di-as. Viciei! É tipo uma panqueca frita com banana no meio, que eles cortam em quadradinhos e se você quiser colocam nutella encima (eu pedia ‘apenas’ leite condensado).

p.s.: não se intimide se você ver o cara cortando a sua panqueca com a mão e pegando no dinheiro ao mesmo tempo. Coisa normal na Tailândia. Engole o nojinho e come a panqueca.

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