Viajar, namorar e conciliar agendas

Faz quase um ano que estou namorando. É o Pedro (lembra? Aquele que conheci em Machu Picchu…). Pois então, o Pedro também é um grande viajante. Desses que morou em outros países, que se perdeu na Ásia, passou perrengue na Austrália e quase morreu depois de comer uma pimenta forte na África. Além disso, ele ainda faz umas viagens loucas a trabalho, podendo trabalhar de qualquer parte do mundo.

Agora imagina conciliar a agenda dele com a minha, que tenho um trabalho normal, e ainda viajarmos juntos? Não é fácil. Quando tentamos conciliar planos com o calendário vira um papo de louco. Como o de ontem, quando saímos pra jantar:

– Bom, Peru em outubro não vai rolar mesmo, né?
– Não sei. Acho que não…
– Se rolar eu não vou poder ir nessa com você. Mas tenho que ir pro Uruguai em dezembro e aí você pode me encontrar lá.
– Legal. Eu te encontro em Punta no fim de semana, a gente aproveita e viaja por todo Uruguai, e depois emendamos Ushuaia.
– Não sei se consigo emendar Ushuaia. Mas qualquer coisa você vai sozinha.
– Tá. Posso ir sozinha mas queria tanto que você fosse junto…
– Vou tentar… Mas podemos tirar um mês em janeiro para viajarmos juntos.
– Não consigo tirar um mês em janeiro. Só duas semanas.
– Tá, vamos ver. Vamos pular o réveillon então? Assim a gente desencana de San Andres, não gasta nada e deixa pra viajar depois que passarem as festas.
– Vamos. Porque não to a fim de gastar pra ir pra San Andres…
– Ah, os ingressos pro Tomorrowland começam a ser vendidos em setembro.
– Jura? E quando vai ser mesmo?
– Só em julho do ano que vem.
– Tá, mas em julho do ano que vem eu vou estar na África. Você não vai?
– Ah, amor… Vamos pra África só em agosto vai…
– Você me fez adiar de março pra junho. E agora quer adiar pra agosto?!
– Tá bom. Qualquer coisa dou um jeito e volto pro Brasil só pra isso…

É natural que, quando você namora e está apaixonado, queira fazer planos de viagem juntos. No entanto eu e o Pedro não temos o menor problema em viajarmos sozinhos. Afinal, antes de nos conhecermos era assim que funcionava.

Portanto, nessas horas de não saber o que fazer com o calendário, a melhor coisa é deixar rolar. Se chegar na hora e conseguirmos fazer todas essas viagens juntos, ótimo. Se não conseguirmos, tudo bem, vai servir pra dar saudades e na hora de voltar é uma alegria.

Mas no meio dessa dificuldade de conciliar agendas, temos uma única certeza que importa:

– Daqui a cinco anos quero me aposentar…
– Assim você vai poder viajar comigo.
– Não… Você é que vai viajar comigo.

Queremos viajar juntos.

Ilustração: Brian Rea

 

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