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mirante das cataratas do Iguaçu em Foz do Iguaçu

O que fazer em Foz do Iguaçu: dicas importantes para o seu roteiro

Quem chega em Foz do Iguaçu tem uma parada certa: as famosas Cataratas do Iguaçu, uma das sete novas maravilhas da natureza. Porém o destino tem diversos outros atrativos, inclusive a facilidade de cruzar a fronteira até a Argentina e o Paraguai. A gente listou as dicas mais legais nesse post para você saber como e o que fazer em Foz do Iguaçu.

Você vai encontrar neste post:

Dicas gerais sobre Foz do Iguaçu

Como chegar em Foz do Iguaçu?

No oeste do Paraná, Foz do Iguaçu é uma cidade fronteiriça que está colada à Argentina e ao Paraguai. O destino tem um aeroporto próprio que fica a cerca de 15 quilômetros do Parque Nacional do Iguaçu e recebe voos de diversas cidades brasileiras, por isso essa é a principal porta de entrada dos turistas.

Como se locomover em Foz do Iguaçu 

As principais atrações ficam mais afastadas umas das outras. O Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu fica a cerca de 15 quilômetros do Parque Nacional do Iguaçu, por exemplo. Mas transporte público não é o forte daqui não, por isso boa parte dos turistas opta por alugar um carro ou usa aplicativos de locomoção. 

Qual é a melhor época para ir a Foz do Iguaçu?

O destino pode ser visitado ano todo. Mas as Cataratas costumam ter o maior volume de água nas estações mais quentes do ano, ou seja, primavera e verão. O ápice da cheia é entre dezembro e fevereiro, época em que costumam rolar mais pancadas de chuva ao longo do dia.

Entre abril e novembro, a temperatura cai um pouco e as chuvas dão uma boa trégua. Por outro lado, as quedas d’água podem estar um pouco mais secas – mas a verdade é que elas continuam maravilhosas. 

Onde ficar em Foz do Iguaçu: hotéis e pousadas

Único dentro da área de preservação, o Belmond Hotel das Cataratas tem como extensão as belezas do Parque Nacional do Iguaçu. Quem se hospeda ali tem várias vantagens como acordar cedo e ver as cataratas antes do parque abrir oficialmente. Porém há um preço para toda essa mordomia. 

Já as opções com preços mais moderados se destacam o Wish, Pousada Rio das Águas e Hotel Colonial (o mais acessível da seleção) e o hostel Concept Design. Por fim, para amigos ou param que viaja em família, as recomendações são o Bourbon Cataratas e o Recanto das Cataratas.

Vista da janela do quarto do Belmond Hotel para as Cataratas do Iguaçu
Imagina acordar com essa vista?! Esse é o Belmond Hotel

O que fazer em Foz do Iguaçu: lista completa de atrações

Obviamente que as famosas Cataratas do Iguaçu vão ser número um da lista, mas a gente prova que existem outros atrativos muito legais para colocar no roteiro. Dentre elas, um dos mais engenhosos complexos hidrelétricos do mundo. 

Parque nacional do Iguaçu (Brasil) 

Ao longo de quase três quilômetros de fronteira, o Rio Iguaçu despenca em cerca de 270 cachoeiras. A partir do Parque Nacional do Iguaçu, no Brasil, vemos o lado argentino que tem mais quedas d’água. Vale lembrar que essa foi a primeira Unidade de Conservação do Brasil a ser instituída como Patrimônio Mundial Natural pela UNESCO, em 1986. 

As vistas são incríveis e há diversos pontos de observação espalhados pelo local, especialmente para quem encara as trilhas – todas tranquilas e bem sinalizadas. Um dos pontos mais disputados é a vista da plataforma diante da Garganta do Diabo, com seus 80 metros de altura. 

O mirante em frente ao Hotel Belmond (o único dentro do Parque Nacional) também é bem bacana, especialmente por ser a primeira parada oficial diante das cataratas. É o prólogo do que veremos ao longo do dia. 

Eu recomendo demais fazer (como alternativa ao macucu safari) fazer um rafting pelo rio Iguaçu. É divertidíssimo, seguro e épico fazer rafting justamente neste rio.

Dicas práticas sobre a visitação: se tiver de carro, vai precisar deixá-lo do lado de fora do parque, pois internamente os trajetos são feitos a bordo de ônibus específicos (o ingresso dá direito de usá-los durante o dia todo). 

Além disso, recomendamos chegar cedo, pois o movimento aumenta bastante durante a tarde. Por fim, já avisamos que verá vários quatis pelo caminho, mas apesar de fofos, esses animais são selvagens, portanto não coloque a mão ou os alimente, hein?!

Site Oficial: http://cataratasdoiguacu.com.br

Passarela com turistas em um dos mirantes das cataratas do Iguaçu em Foz do Iguaçu

Macuco Safári – Parque Nacional do Iguaçu (Brasil)

Quem puder investir uma grana além do ingresso do Parque Nacional, deve incluir o Macuco Safári ao roteiro. É um passeio extra dentro do parque em que os visitantes embarcam em lanchas rápidas para ficar pertinho das quedas. Vá na opção que molha hein?! É mil vez mais legal. Ah, vale ter uma troca de roupa na mochila para pode ser trocar e continuar o passeio depois. 

O tal Safári ainda inclui uma trilha tranquila pela Mata Atlântica, percorrida parte em uma carreta puxada por carro elétrico e outra a pé. Durante o percurso pela selva, guias apontam o animais e diferentes espécies de plantas. São orquídeas, bromélias e árvores centenárias como a peroba-rosa e a araucária.

Bote do passeio macucu safari nas cataratas do iguaçu

Passeio da Lua Cheia – Parque Nacional do Iguaçu (Brasil)

Organizado pelo hotel Belmond Cataratas, este passeio mostra as belezas do parque durante as noites de lua cheia. É outra experiência ver as quedas nesse contexto, elas ficam prateadas por conta da iluminação. E mesmo quem não é hóspede na propriedade pode agendar o passeio.

Aí é só ir um pouco mais cedo do horário marcado ao ponto de encontro do hotel na antiga entrada do Parque Nacional. Em vez de virar a esquerda para a bilheteria, basta seguir pela via principal até essa pequena portaria. Lá, funcionários passarão mais orientações. 

Saída no Hotel Belmond Cataratas, dentro do Parque Nacional do Iguaçu, Br 469, KM 18

Lua cheia sobre as quedas das cataratas do iguaçu.
Um dos momentos mais especiais é quando a lua “toca” a água <3

Passeio de Helicóptero para ver as Cataratas 

Não é lá muito barato, mas o passeio de helicóptero nas Cataratas proporciona uma outra visão das quedas d’água. Lá do alto, as cataratas parecem ainda mais imponentes, portanto é um investimento legal. Pagando um extra, ainda dá para incluir o sobrevoo pela usina de Itaipu. 

vista aérea das cataratas do iguaçu em foz

Parque Nacional Iguazú (Argentina)

Como já falamos, parte das Cataratas do Iguaçu fica em território argentino e os hermanos também tem um parque nacional para celebrá-las. Aqui é parque Nacional Iguazú com muito verde e cenários bem diferentes do que vemos no brasil: você fica mais perto das quedas e as trilhas são mais intensas (são três principais). 

A mais icônica é a que leva a Garganta do Diabo e, ao contrário do Brasil, você vê as quedas de cima. A vazão das águas é intensa e queda fica pertinho do mirante, com direito até a névoa de água. Há ainda uma trilha inferior e uma superior que passa por outras quedas das cataratas. 

O parque ainda tem um trenzinho (incluso no valor do ingresso)  que circula ao longo do dia e leva os turistas para as entradas de cada uma dessas trilhas, o passeio é muito legal porque você vai cortando pelo meio da mata atlântica. 

Para ir até lá, há quem faça o trajeto de ônibus, mas quem quer conforto e praticidade, melhor fechar o valor com um táxi ou uber ou ir de carro por conta própria.  Na fronteira entre brasil e Argentina, há ainda uma loja duty free. Lembre-se que vai precisa do passaporte ou do RG para a travessia (CNH não vale). 

Outra maneira de chegar lá é contratando um tour. Veja mais informações no nosso site parceiro.

Ruta 101 Km 142, Puerto Iguazú, Argentina

lado argentina das cataratas do Iguazu conhecido como Iguazu Falls
O lado argentino tem uma vista diferente…

Usina de Itaipu

Visitar uma hidrelétrica pode não parecer tão interessante de cara, mas deixe esse feeling de lado. A Usina de Itaipu é um lugar que impressiona pela engenharia e estrutura: ela é gigante.

Lá há vários tipos de ingresso, mas o mais comum é o da visita panorâmica a bordo de um ônibus com vários pontos pelo complexo. Você embarca e desembarca para ver as turbinas, as barragens e outros atrativos da usina. Se preferir, existe uma excursão guiada promovida pelo nosso site parceiro.

Lá ainda há outros atrativos como um Polo Astronômico com planetário e experiências interativas como o céu virtual que simula a visão do espaço a partir de qualquer latitude do mundo  (entrada à parte). 

Av. Tancredo Neves, 6702 

Turistas no mirante de frente para a barragem da usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu.

Marco das Três Fronteiras 

Para sinalizar a divisa entre Foz do Iguaçu, Puerto Iguazú (Argentina) e Presidente Franco (Paraguai), o marco é um dos pontos mais fotografados da região diante dos rio Paraná e Iguaçu. Todo mundo faz fila pra tirar foto em frente a placa que sinaliza a localização dos três países Um alerta é que o local é bem turístico, movimentado e os restaurantes não costumam valer muito a pena. 

Endereço: Av. Gen. Meira s/n

Fonte do marco das três fronteiras em Foz do Iguaçu

Museu de Cera DreamLand

A mesma empresa que tem um famoso museu de cera em Gramado também tem um endereço em Foz do Iguaçu. Daqueles rolês para não se levar tão a sério enquanto tira umas fotos engraçadas ao lado do Homem de Ferro, Michael Jackson, da Rainha Elizabeth e outras cem estátuas. 

Avenida das Cataratas, KM 14, nº 8.100

Site oficial: http://dreamland.com.br/c/foz-do-iguacu

Como ir de Foz para o Paraguai: Cidade do Leste

Basta cruzar a Ponte da Amizade e você estará no Paraguai, especificamente na Ciudad del Este. Aquela que você já ouviu a galera comentando por ser um bom lugar para comprar, de eletrônicos a perfumes. Tem coisa falsificada? Tem, assim como tem no Brasil, e tem itens originais também. Com atenção, é fácil identificar.  

Alguns dos melhores pontos para compras são o Shopping del Este, a Atacado Collections (itens colecionáveis e nerds) e as lojas de departamento como a Monalisa e Nave Shop. Além disso, lembre-se que boa parte precifica as coisas em dólar, portanto o câmbio influencia muito se sua compra vai compensar mesmo ou não. 

Para chegar ao destino, rola contratar excursões em agências da cidade ou ir por conta própria. Muita gente vai de táxi ou uber até a ponta e cruza a fronteira a pé. O processo todo costuma ser rapidinho. Ah, leve um documento de identidade para passar pela imigração. Pode ser passaporte ou RG; CNH não vale tá?!

rua de Cidade del Leste no Paraguai

O que fazer em Foz do Iguaçu em 3 dias

Se você tem apenas três dias na cidade, o foco provavelmente é curtir as Cataratas. Sugiro dedicar um dia para o parque nacional brasileiro, outro para o parque argentino e, no último, ficar em Foz para visitar a Usina de Itaipu com visita ao Polo Astronômico do complexo também. Caso seja noite de lua cheia, sugiro fazer o passeio noturno pelo Parque Nacional do Iguaçu organizado pelo Belmond.

O que fazer em Foz do Iguaçu em 5 dias

Além do que indicamos no tópico anterior, com cinco dias, sugiro dar um dia a mais para o parque argentino das cataratas se curtir natureza. Lá há mais trilhas e pontos de observação, assim dá para fazer com calma o trajeto até a Garganta do Diabo em um dia e as trilhas inferior e superior no outro.

Outra opção, se quiser fazer algo diferente a cada dia, é ir comprar umas coisinhas no Paraguai. Já o quinto dia pode ser para o passeio de helicóptero, o museu de cera e o marco das três fronteiras. 

Onde comer em Foz do Iguaçu

Se nos parques nacionais não tem muito como escapar dos lanches ou um buffet mais genérico, fora deles há opções gastronômicas bem interessantes. 

No dia dedicado ao lado Argentino, por exemplo, vale fazer um pausa para jantar em Puerto Iguazú depois do passeio. Ali os restaurantes Jungle, La Mamma e Vaca Enamorada são opções certeiras – do mais sofisticado ao mais simples –  para quem curte carne.

Já em Foz, alguns destaques são Empório com Arte, 4 SorelleDolce Vita e o Barracão (os dois últimos mais acessíveis que os demais). 

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canion itaimbezinho em cambará do sul

Cambará do Sul: roteiro pelos cânions da Serra Gaúcha

Cambará do Sul é conhecida como a terra dos cânions no Brasil e está a cerca de 200 quilômetros de Porto Alegre. Porém, as paisagens são bem diferentes de uma cidade para outra. 

Neste destino da Serra Gaúcha, o foco é curtir atividades ao ar livre, relaxar em meio a áreas de mata nativa e admirar as belezas naturais. E é ali que estão os famosos cânions do Itaimbezinho e Fortaleza.

São cenários bem bonitos que, inclusive, já foram palco para grandes produções da Rede Globo como a série A Casa das Sete Mulheres. 

Dicas gerais sobre Cambará do Sul

Qual a distância entre Gramado e Cambará do Sul?

Cambará do Sul casa muito bem com um roteiro que inclua a cidade de Gramado, que está a 120 quilômetros de distância. O trajeto leva umas duas horas. 

E há serviços de traslado entre os dois destinos gaúchos, mas também é tranquilo ir por conta se você alugar um carro. Não há ônibus que conecte as duas cidades diretamente. 

Quando ir para Cambará do Sul?

Assim como acontece em outros destinos da Serra Gaúcha, a alta temporada é no inverno. Ou seja, entre junho e setembro. Nesse período é mais difícil chover e os dias costumam ter céu limpo, o que é ideal para ter boa visibilidade no topo dos cânions. 

Além disso, as temperaturas caem e podem chegar facilmente a menos de 10°C – é uma delícia curtir o entardecer em volta da fogueira.

Já no verão, entre dezembro e março, o clima esquenta e fica mais fácil encarar o banho de cachoeira. Os meses mais quentes são janeiro e fevereiro, com temperatura média de 22°C.

Uma dica para conseguir o melhor dos dois mundos é ir no começo ou no final do outono e primavera. Como são estações transitórias, crescem as chances de evitar pancadas de chuvas e ainda encontrar temperaturas amenas.  

Quantos dias ficar em Cambará do Sul?

Há quem faça apenas um bate-volta de Gramado para conhecer o cânion Itaimbezinho. Pode ser uma ideia se o tempo for limitado.

Porém, o ideal, é se programar para ficar três dias no mínimo em Cambará do Sul. Assim, dá tempo de conhecer os cânions principais e ainda fazer, pelo menos, algum passeio que inclua banho de cachoeira ou de rio. 

O que vestir em Cambará do Sul?

No verão ou no inverno, a mala deve contar com sapatos confortáveis para trilhas, uma jaqueta corta-vento ou ao menos um casaquinho. Além de calças e camisetas para encarar as trilhas. Lembrando que elas devem sujar bastante, pois há vários trechos de terra e eu evitaria as peças claras.

No quesito acessórios, não pode faltar um boné e uma mochila para carregar suas coisas, mas ficar com as mãos livres. 

Mirante para um dos cânions de Cambará do Sul

Dicas de hospedagem em Cambará do Sul

Confesso que em Cambará do Sul eu acho que vale muito a pena investir na hospedagem, por que o hotel escolhido acaba sendo uma atração também. Como é o caso do Parador Casa da Montanha, que fica na zona rural, a uns 9 quilômetros do centro. Os hóspedes ficam imersos na natureza. 

Já para quem prefere ficar no centro, as Cabanas Brisa dos Canyons são bem recomendadas e estão a apenas 500 metros da Estação Rodoviária de Cambará do Sul. Também na cidade, outra dica é a Pousada Morada da Serra

Varanda com banheira em hospedagem de Cambará do Sul.

O que fazer em Cambará do Sul

Na região de Cambará do Sul, divisa do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, estão os cânions mais famosos do Brasil. Eles fazem parte de dois Parques Nacionais, o Aparados da Serra e o Serra Geral, as principais atrações do destino. 

Cânion Itaimbezinho

Este cânion é um dos mais famosos de Cambará do Sul e, por isso, conta com uma das melhores estruturas de acesso. Ele integra o Parque Nacional Aparados da Serra e o acesso inclui vias de trekking sinalizadas e até trechos pavimentados. 

A Trilha do Vértice é a favorita do visitantes por oferecer vistas interessantes do cânion Itaimbezinho, cachoeiras e áreas de Mata Atlântica. O ponto mais alto está a 720 metros de altura acima do nível do mar. Você não paga ingresso para entrar, o passeio pode ser autoguiado e não exige grande esforço físico. 

Por outro lado, ainda no Parque Nacional Aparados da Serra, existe a Trilha do Rio do Boi que adentra o cânion Itaimbezinho em um passeio que leva basicamente o dia todo. Pelo leito do Rio do Boi, passa ainda por cachoeiras e rios.

Vale dizer ainda que essa trilha é única com áreas liberadas para banho dentro do parque. Lembrete: bom condicionamento e disposição são indispensáveis nesta atividade, porém o visual compensa.

Cânion de Itaimbezinho, em Cambará do Sul.

Cânion Fortaleza

Outro protagonista do turismo de Cambará, o Cânion Fortaleza fica no Parque Nacional da Serra Geral. Por aqui, existem três trilhas superiores e uma interior, já na divisa entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina. 

Fiz apenas a trilha do Mirante, que é a principal e leva ao topo da formação em uns quarenta minutos de caminhada. São só dois quilômetros, mas há trechos irregulares e estrada de terra. Além disso, você vai parando para tirar fotos. 

O topo fica a mais de 1.000 metros, então nos dias de céu azul dá para ver muita coisa. Dos paredões e os platôs das formações à frente até uma pequena cachoeira.

Cânion Fortaleza durante o entardecer.
Cânion Fortaleza | Fernando Lazzarin

Cânion Malacara e Piscinas Naturais

As piscinas naturais do Cânion Malacara fazem parte do complexo de cânions do Parque Nacional da Serra Geral. O turista passa pela fenda do cânion, contorna o chão de pedras até chegar a uma das maiores piscinas do destino. Pronto, hora de dar um mergulho. 

A entrada da trilha do Cânion Malacara fica a pouco mais de 5 km do centro do município de Praia Grande (SC), a 25 quilômetros de Cambará do Sul. Esse passeio exige acompanhamento de guia e tem nível moderado, mas é bem mais tranquilo que a Trilha do Rio do Boi. 

Rio do Boi, em Cambará do Sul.
Rio do Boi | Fabrício Magagnim

Cachoeiras em Cambará do Sul 

Para sair do básico, depois dos cânions, programe-se para para fazer circuitos por cachoeira, rios, especialmente no verão. Assim, as paradas para banho serão ainda mais tentadoras durante as caminhadas.  

Cachoeira dos Venâncios

Localizada a cerca de 20 quilômetros da cidade, a cachoeira dos Venâncios é um dos pontos mais significativos do roteiro. São quatro quedas de água cristalina, rodeadas por mata nativa. Formada pelo Rio Camisas,  que nasce dentro do Parque Nacional dos Aparados da Serra, a Cachoeira dos Venâncios fica na divisa das cidades de Cambará do Sul e de Jaquirana.

Cachoeira do Nassucar

Ao norte do município de Cambará do Sul, esta cachoeira é formada pelo Rio Santana e chega a 60 metros de queda. O acesso à atração é feito pela Fazenda Santana, geralmente em um passeio a cavalo. O percurso todo dura em média duas horas. 

Cachoeira do Nassucar em Cambará do Sul.
Cachoeira do Nassucar | Luiza Braun

Onde comer em Cambará do Sul 

Não vão faltar delícias da serra gaúcha durante a sua viagem. Abaixo os restaurantes que eu mais gostei de conhecer:

  • – Restaurante Galpão Costaneira: neste casarão de madeira, tem comida simples campeira e, às vezes, rolam até apresentações musicais. Veja o Facebook do restaurante;
  • – Sabores da Querência: café e loja de geleias. São mais de dez sabores de frutas como amora, mirtilo, laranja com gengibre… Há ainda as opções de tempero, entre elas a de alecrim e de pimenta. Geralmente quem recebe os turistas para degustações e boas conversas é a própria dona, a Claudia. Ela criou o local com o marido há mais de oito anos. Instagram: saboresdaquerencia.com.br
  • – Pousada Boca da Serra: cafés, pães de queijo e outros lanchinhos perto do Parque Nacional Aparados da Serra. Veja o Facebook do lugar: facebook.com/paradorbocadaserra.
Interior do restaurante Sabores da Querencia, em Cambará do Sul
Sabores da Querência é uma delícia de lugar!

O que fazer à noite em Cambará do Sul

A cidade de Cambará propriamente dita é pequena e pode gerar um leve desapontamento para quem procura vida noturna agitada. De qualquer forma, o ponto de encontro entre turistas e locais é o Du Perau Pub Bar, que serve lanches e boas cervejas. 

Morro São Jerônimo na Chapada dos Guimarães MT

Chapada dos Guimarães: melhores dicas para seu roteiro

Praticamente tudo de mais legal que há para fazer na Chapada fica dentro de um Parque Nacional.  É preciso disposição para percorrer trilhas sobre o sol do cerrado do Mato Grosso. Separamos todas as dicas beeeem detalhadas para você saber o que fazer na Chapada dos Guimarães.

O que você vai encontrar nesse post:

Dicas da Chapada dos Guimarães

Chapada dos Guimarães: como ir

A cidade e Parque Nacional da Chapada dos Guimarães estão a cerca de 60 quilômetros de Cuiabá, capital do Mato Grosso. De carro, o trajeto pode ser realizado passando por apenas uma estrada, a Rodovia Emanuel Pinheiro (MT-251), mas que exige atenção do motorista. 

Para ir para a Chapada dos Guimarães de ônibus, você também pode embarcar na rodoviária de Cuiabá (as passagens custam a partir de R$ 19,30 e os horários podem ser consultados no site) ou fechar um transfer saindo do aeroporto de Cuiabá. Táxi e apps de transporte não costumam valer muito a pena. 

Como se locomover na região

Se o ponto de partida for a cidade de Chapada dos Guimarães, sua entrada está a 11 quilômetros de distância. Ou seja, carro é necessário para ir a praticamente todos os atrativos.

Você pode alugar um veículo já no aeroporto de Cuiabá (há diversas opções de locadoras) e seguir viagem ou contratar os passeios com agências de turismo. De qualquer forma, lembre-se que, em algumas estradas, é necessário um veículo 4×4.

E o acesso do parque nacional é feito pela Rodovia Emanuel Pinheiro – MT 251, que margeia e corta a área de preservação em grande extensão.

Sol iluminando paredão rochoso na Chapada dos Guimarães

Melhor época para conhecer a Chapada dos Guimarães

O parque costuma estar aberto à visitação o ano todo, mas boa parte dos turistas prefere conhecê-lo de julho a outubro, quando a incidência de chuvas é menor; já de dezembro a março, há menos movimento, mas as chances de chuva aumentam.

Como contratar guia na Chapada dos Guimarães

Quase todos os passeios precisam de guia (exceto os mirantes e a Cachoeira véu da Noiva). Para facilitar, existe um site com os guias credenciados (super importante!) da Chapada. Não precisa marcar com muita antecedência – ligando na semana da viagem já é possível agendar.

O que levar na mala para a Chapada dos Guimarães

Uma mala de roupas pensada para curtir atrativos de natureza inclui protetor solar, boné, repelente, óculos de sol, tênis e roupas confortáveis para as trilhas – a maioria delas tem trechos sem sombra, então é importante levar uma jaquetinha corta vento também!

Além disso, outra dica é colocar roupas de banho por baixo das roupas de trilha para curtir as cachoeiras. No outono e inverno, as noites podem ser frias, então vale colocar mais algum casaco na mala. Por fim, ao sair para fazer os passeios, leve sempre água e um lanchinho com você. 

Mochila para trilhar montanhas sobre uma pedra e com uma montanha ao fundo

Onde ficar na Chapada dos Guimarães

A opção mais prática para quem quer ficar perto dos atrativos naturais da Chapada dos Guimarães é hospedar-se na cidade de Chapada dos Guimarães, vizinha ao parque.

Nela, há diversas opções: de hostels amplos, como o Zizi Home, a pousadas sofisticadas como Pousada Casa da Quineira e rústicas como Pousada Jardim da Chapada, e os apartamentos bem estruturados e mais modernos da Pousada La Belle de Jour.

A Pousada do Parque é um charme só e uma das favoritas dos turistas porque consegue acolher bem depois de um dia de trilhas. 

Lembrando que não é permitido acampar dentro do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães. 

Casa charmosa que abriga a Pousada do Parque, na Chapada dos Guimarães.

Encontre sua pousada na Chapada dos Guimarães

Onde comer na Chapada dos Guimarães

Na cidade de Chapada dos Guimarães, algumas recomendações de restaurantes são o

Em dias úteis, boa parte deles pode fechar cedo, por isso, programe-se e confira também se a pousada que você irá ficar serve refeições. Além disso, você pode (e deve!) levar água, frutas e sanduíches para os passeios no parque nacional, apenas lembrando-se sempre de trazer de volta o seu lixo, ok?

O que fazer na Chapada dos Guimarães

Existem as atrações dentro do parque nacional e as atrações em volta do parque. Vamos falar de todas.

Parque Nacional Chapada dos Guimarães: o que tem dentro do parque

Prepare-se para dias inesquecíveis em meio à natureza! Além do Mirante Véu de Noiva e a Cachoeira dos Namorados e Cachoeirinha, que indiquei aqui em cima, há muito o que ver e fazer na Chapada dos Guimarães. 

IMPORTANTE: No Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, mesmo que você esteja com o seu próprio veículo, é obrigatório estar acompanhado de um guia credenciado em boa parte dos atrativos. Você pode ir sozinho apenas ao Mirante Véu de Noiva e à Cachoeira dos Namorados e Cachoeirinha. Para contratar um guia autorizado, é preciso agendar previamente.

Cachoeiras dos Namorados e Cachoeirinha

As cachoeiras dos Namorados e a Cachoeirinha têm acesso simples, que inclusive é o mesmo da portaria do mirante Véu de Noiva. A trilha é auto-guiada e tem 1.300 metros e elas ficam a 200 metros de distância uma da outra.

Atenção: o acesso a elas fica aberto todos os dias das 9h às 12h, mas é preciso voltar à entrada do parque até as 16h. 

Cachoeirinha no parque nacional da chapada dos guimarães
Cachoeirinha

Mirante da Cachoeira Véu de Noiva

O cartão-postal da Chapada dos Guimarães é relativamente simples de ser acessado: o mirante da Cachoeira Véu de Noiva pode ser acessado pela entrada principal do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, no quilômetro 50 da rodovia MT-251.

Para admirar a vista, é preciso caminhar cerca de 500 metros do estacionamento do parque até o mirante, que fica aberto todos os dias das 9h às 16h.

Chegando lá, você vai ter certeza de que esta é uma viagem que vale a pena: a cachoeira Véu de Noiva chama a atenção ao meio ao paredão da chapada com seus imponentes 86 metros de altura. 

Cachoeira Véu de Noiva, na Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso.
Cachoeira Véu de Noiva | Joselito Unplash

Casa de Pedra

A gruta conhecida como Casa de Pedra foi esculpida naturalmente pelo córrego Independência e possui alguns vestígios de desenhos rupestres em suas “paredes”. Ela pode ser acessada pelo mesmo trajeto do Circuito das Cachoeiras e do Morro São Jerônimo.

Cidade de Pedra

Pense em uma vista para um paredão de formações rochosas e a nascente do rio Claro! Para chegar ao principal trecho, conhecido como Cidade de Pedra, é preciso caminhar apenas 500 metros. O acesso é feito pelo quilômetro 10 da rodovia MT-251 sentido Cuiabá. 

Circuito das Cachoeiras (dia inteiro)

Este é o passeio perfeito para quem ama cachoeiras! São cerca de seis quilômetros percorridos (ida e volta) em seis horas de caminhada com parada em seis cachoeiras (7 de Setembro, Pulo, Degraus, Prainha, Andorinhas e Independência) e duas piscinas naturais. 

Morro São Jerônimo 

Uma das vistas mais incríveis da Chapada dos Guimarães está no topo do Morro São Jerônimo, que é um dos pontos mais altos do parque nacional! São mais de 800 metros de altitude no cume. Para este passeio, é preciso ter resistência física: a caminhada dura de cinco a seis horas, incluindo subidas, descidas e um pequeno trecho de escalada.

São permitidos até 36 visitantes por dia nesta trilha, por isso, chegue cedo para garantir a sua entrada – o acesso é aberto às 8h30. 

Morro São Jerônimo, na Chapada dos Guimarães, Mato Grosso.
Morro São Jerônimo

Vale do Rio Claro

Que tal uma parada para banho em um rio de água cristalina após admirar os paredões da chapada no pico Crista de Galo?

Para chegar ao Poço da Anta e ao Poço Verde, é preciso percorrer seis quilômetros a partir do quilômetro 36 da rodovia MT-251. A trilha pode ser acessada a pé, de bicicleta ou com veículo 4×4. 

O que fazer fora do parque nacional da Chapada

Algumas atrações na Chapada dos Guimarães ficam fora do parque nacional. E ainda assim, vale a pena conhecer. Separei aqui embaixo as principais.

Caverna Aroe Jeri e Gruta da Lagoa Azul

É uma das atrações mais conhecidas e esperadas da Chapada. A caverna Aroe Jari é belíssima, com muitos trechos submersos e pinturas rupestres. E no final dela, você encontra a lagoa azul.

Não dá pra mergulhar na lagoa, mas a vista é linda. Os horários mais bonitos (e consequentemente lotados) desse visual acontecem em julho (das 13h30 às 15h30) e em agosto pela manhã – graças à localização da incidência da luz do sol.

Tanto a caverna quanto a gruta ficam numa fazenda particular e precisam de guia para entrar. Também é obrigatório o uso de perneiras e calçados fechados (botas ou tênis). Você vai andar um pouquinho… São 3,5km para chegar em cada trecho e você pode optar por fazer a pé ou com um trator adaptado.

Gruta da Lagoa Azul, na Chapada dos Guimarães, Mato Grosso.
Gruta da Lagoa Azul

Caverna Kiogo Brado

Fica a 800 metros da lagoa azul que falamos aí em cima. A caverna tem apenas um caminho que vai se estreitando. Mas não precisa se preocupar: há espaço suficiente e você anda sempre pelas pedras e ao lado da água.

 

Mirante do Centro Geodésico

Ali você vai estar no ponto que é o centro da América do Sul. A vista é linda (principalmente nos meses mais secos) e se você for num dia de céu aberto, vai conseguir ver até a cidade de Cuiabá (a 30km).

O que fazer na cidade da Chapada dos Guimarães 

O município da Chapada dos Guimarães é um bom lugar para se hospedar e ter como base se você pretende passar vários dias na chapada. Além disso, o lugar abriga alguns atrativos.

Na praça central da cidade, há uma feira de produtos locais no sábado de manhã e outra de artesanato à noite. Há ainda alguns bares, que ficam mais agitados aos finais de semana. Os dias úteis são bons para quem quer curtir as cachoeiras sem multidões, porém, parte do comércio da cidade pode fechar cedo. Veja outras dicas!

Igreja de Santana

Na praça principal da cidade, você vai encontrar uma igrejinha fofa que vale a pena tirar uma fotinho. Por ali também tem bares, restaurantes e lojinhas.

Praça da Igreja de Santana na Chapada dos Guimarães em MT

Observação de Aves

Leve binóculos e câmera para ver araras-vermelhas, tucanos, bem-te-vis e outros animais! Alguns dos pontos mais indicados para observação de aves na Chapada dos Guimarães são o Vale da Bênção, o rio Salgadeira e as estradas do centro para a Aldeia Velha e o Mirante Geodésico. 

O que fazer na Chapada dos Guimarães à noite

O agito acontece aos finais de semana (especialmente no sábado!) na praça central da cidade de Chapada dos Guimarães, onde há a feira de produtos locais pela manhã e a de artesanato à noite.

Em geral, às sextas, sábados e domingos, os bares e restaurantes fecham mais tarde para receber os turistas. Mas, para ser sincera: vale a pena curtir um pouco do centro, sim, mas também pensar em dormir cedo para começar os passeios pela manhã, pois a tarde o sol pode estar forte e dificultar as caminhadas.

O que fazer em um dia na Chapada dos Guimarães

Se você quer fazer um bate-volta na Chapada dos Guimarães, vai ficar com gostinho de “quero mais”.

Mas, é claro, dá para ter uma prévia das belezas do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães em um dia: vá ao Mirante Véu de Noiva e à Cachoeira dos Namorados e Cachoeirinha, pois são os passeios mais fáceis e rápidos para quem tem pouco tempo – e, além disso, são os únicos que você não precisa agendar um guia para te acompanhar. 

O que fazer em 5 dias na região da Chapada dos Guimarães

Com mais tempo, recomendo adicionar o circuito das Cavernas Aroe Jari e Kiogo Brado e Gruta da Lagoa Azul. Ele fica fora da área do parque nacional, mas vale a pena para quem tem vários dias na Chapada dos Guimarães.

Em uma área particular a pouco mais de 40 quilômetros da cidade, uma única trilha dá acesso à quatro cavernas – entre elas, a caverna Aroe Jari, que é considerada a maior caverna de arenito do Brasil! – à Cachoeira do Relógio e à Gruta da Lagoa Azul. Na volta, você pode parar no Mirante Geodésico se quiser avistar Cuiabá.

Rua do Bom Jesus, em Recife, é uma das ruas mais bonitas do mundo.

O que fazer em Recife: as melhores dicas para o seu roteiro

Está planejando o que fazer em Recife? Esse post será especialmente útil para você, pois reunimos as melhores dicas para você que ainda não embarcou, mas já está ansioso para conhecer o melhor da capital pernambucana!

E, vai por mim: há muitas atrações, por isso, é importante se planejar com calma e antecedência para curtir o que há de melhor no destino sem correria. Saiba o que fazer em Recife com todas as dicas essenciais para o seu roteiro.

O que você vai ver nesse post:

Dicas de Recife

Como chegar em Recife

Boa parte dos turistas chega a Recife de avião e o aeroporto fica a pouco mais de 10 quilômetros do centro da cidade. Dali o trajeto de carro geralmente leva menos de meia hora – se estiver em grupo, vale super a pena dividir o táxi ou carro de aplicativo. 

Por outro lado, saiba que também há opções de transporte público. Tem metrô pertinho e a estação se chama (adivinhem!) Aeroporto, bem próxima da praia de Boa Viagem.

Melhor época para visitar Recife

Ao longo do verão, entre dezembro e março, Recife fica bem movimentada. Mas a altíssima temporada da capital pernambucana é o período de carnaval. Vá nessa época só se estiver disposto a curtir os festejos com intensidade. 

Se preferir épocas mais tranquilas, porém quer evitar as chuvas, melhor embarcar na primavera, a partir do comecinho de setembro. Neste período os preços de voos e hospedagem costumam estar mais amigáveis e esta é a estação menos chuvosa no destino. 

Contudo, na prática, o clima é agradável para o turismo o ano todo, com médias em torno dos 26°C e 28ºC.


Amanhecer na Praia de Boa Viagem, em Recife, com destaque para orla com pessoas caminhando, uma árvore e um quiosque de salva-vidas às margens.
Praia de Boa Viagem | Silvia Mc’Donald – Unsplash

Quantos dias ficar em Recife

Apesar do trânsito caótico, as distâncias entre os principais pontos turísticos são curtas, por isso, três dias são suficientes para um panorama do que há para fazer em Recife.

Se tiver a chance de passar mais tempo em Pernambuco, estique a viagem para visitar Porto de Galinhas e outras praias do estado. 

Onde ficar em Recife

Em Recife, o ideal é ficar próximo às orlas da praia de Boa Viagem e da praia do Pina, que concentram alguns conhecidos hotéis de redes, como o Grand Mercure Recife Boa Viagem e o Bugan Recife Hotel by Atlantica

Ainda na região, existem zonas mais tranquilas e com hotéis menores, como o Vivaz Boutique Hotel, que fica a apenas 150 metros da areia e está rodeado por restaurantes legais. 

Onde comer em Recife: melhores bares e restaurantes

São muitas as opções e para todos os bolsos! Uma coisa é certa: a gastronomia pernambucana é deliciosa e você não vai conseguir voltar para casa sem comprar um bolo de rolo e comer frutos do mar fresquinhos.

Cachaçaria Carvalheira

Para um passeio gastronômico descontraído, agende um tour com degustação. Assim, além de conhecer os detalhes da produção nos diversos barris, você ainda recebe uma aula de caipirinha. Depois, será quase impossível resistir a comprar as cachaças com sabores como mel e limão como lembrança. 

Casa dos Frios

Famoso pelos bolos de rolo de massa fina, o empório Casa dos Frios ainda oferece a versão original do doce, com recheio de goiabada. Fora as versões mais moderninhas com chocolate ou doce de leite, por exemplo. É turístico, mas bem gostoso. 

Bolo de rolo tradicional e de chocolate, da Casa dos Frios, eleito O Melhor Bolo de Rolo pelo júri de Veja Recife Comer & Beber 2018/2019.
Bolo de rolo tradicional e de chocolate, da Casa dos Frios, eleito O Melhor Bolo de Rolo pelo júri de Veja Recife Comer & Beber 2018/2019.

Restaurante Parraxaxá 

Na Praia de Boa Viagem, tem buffet com as principais receitas da culinária pernambucana, das salgadas às doces. Aproveite para provar por lá também o bolo Souza Leão, feito com mandioca e coco. 

Leite 

Se você busca por tradição, vá ao restaurante Leite, que é considerado um dos mais antigos do Brasil. Aproveite o cardápio de frutos do mar e, depois, peça a sobremesa cartola, feita com queijo, banana, açúcar e canela.

Nez Bistrô 

Culinária contemporânea orgânica sem afetações e extremamente saborosa.  

O que fazer em Recife

Na hora do planejamento, lembre-se que apesar ter praia, a capital de Pernambuco é um lugar onde cultura, arte e histórica dominam o roteiro. Da parte antiga da cidade a centros culturais mais tecnológicos, confira o que fazer em Recife.

Recife Antigo e Marco Zero

O centro histórico da capital pernambucana é oficialmente conhecido como Recife Antigo e essa é a região ideal para começar o roteiro. Lá fica a Praça Barão do Rio Branco, onde está o Marco Zero, ou seja, o ponto exato onde a cidade nasceu. Para sinalizar o local há, inclusive, uma obra do artista pernambucano Cícero Dias. 

Além disso, a praça é rodeada pelo estuário do porto de Recife e por algumas construções históricas, como o edifício do Centro Cultural da Caixa, que sempre tem exposições bacanas. De lá, basta seguir andando que logo estará em outros dos pontos turísticos mais importantes do Recife, como a barroca Igreja da Madre de Deus, do século 17. 

Rua da Aurora, em Recife, com fachada colorida de prédios antigos.
Rua da Aurora | Japyassu – Unsplash

Ainda no Recife Antigo, um lugar divertido para visitar é a Embaixada dos Bonecos Gigantes de Olinda (na rua do Bom Jesus). Sim, um lugar dedicado àquelas figuras que desfilam no carnaval carregados pelas ruas em meio às multidões.

Certamente você já viu alguns deles pela televisão, mas nada como vê-los pessoalmente, tendo a dimensão real do tamanho e trabalho dos artesãos para produzi-los. De artistas nacionais a internacionais, personagens fictícios ou reais… E a graça é que, como sempre há novas criações, o acervo pode variar a cada visita que você fizer.

Sinagoga Kahal Zur Israel

Esta é a primeira sinagoga das Américas, construída no século 17  assim como boa parte dos edifícios do recife Antigo. A Sinagoga Kahal Zur Israel está aberta para visitação e seu acervo compreende vestígios de escavações arqueológicas que comprovam a centenária existência deste local, que também fica na icônica Rua de Bom Jesus.

Paço do Frevo

Você sabe por que o guarda-chuva colorido é utilizado nas danças de frevo? Confesso que essa resposta só aprendi ao visitar o museu Paço do Frevo, que é dedicado a contar a história do ritmo musical e dança.

Versos, figurinos e estandartes expõem a importância desse elemento cultural tão importante para Pernambuco. E, claro, na visita você também vai descobrir, afinal, qual a função do guarda-chuva colorido e como ele começou a ser incluído nas danças. 

Interior do Paço do Frevo, em Recife.
Paço do Frevo | Andréa Rêgo Barros – PCR

 

Museu Cais do Sertão e Memorial Luiz Gonzaga

Outro lugar imperdível é o Museu Cais do Sertão. A visita é uma verdadeira imersão nos costumes do sertanejo nordestino. De casa de taipa a karaokê com músicas de Luiz Gonzaga, não há como você sair de lá sem estar boquiaberto com a maneira que o espaço cultural encontrou de contar a história dos que vivem no sertão.

Ah! Se você é fã de Luiz Gonzaga, não deixe de passar também pelo Memorial Luiz Gonzaga, no centro da cidade, que é focado especialmente na vida e música do cantor pernambucano que é considerado o rei do baião. 

Vista lateral do prédio do Centro Cultural Cais São Francisco Andrade em Recife.
Centro Cultural Cais de São Francisco Andrade | Nelson Kon – Archdaily

Capela Dourada

Construída entre 1696 e 1724, a Capela Dourada segue bem conservada e está dentre as igrejas mais bonitas do Brasil. O nome vem do revestimento de ouro e adereços que adornam seu interior em estilo barroco, ou seja, bem cheio de detalhes.  

É de encher os olhos e faz parte da Igreja de Santo Antônio e Museu de Arte Sacra.

Interior da Capela Dourada, em Recife.
Convento e Igreja de Santo António/Capela Dourada

Passeio de catamarã pelo rio Capibaribe

Se você quer um programa mais “relax” ou o tempo na cidade está curto, uma opção bacana é o passeio de catamarã pelo rio Capibaribe.

É neste momento que você vai entender porque Recife é conhecida como “a Veneza brasileira”: o barco passa embaixo de cinco pontes, e, segundo boatos, você tem direito a cinco pedidos, que devem ser feitos no momento em que passar por cada uma das construções. 

A bordo, um guia conta a história da cidade e aponta lugares interessantes que são avistados da embarcação, como as construções coloridas da rua da Aurora, onde também está o Cinema São Luiz, uma das mais antigas salas de exibição de rua no país. Este tour parte diariamente do Restaurante Catamaran, no bairro São José. 

Parque das Esculturas de Francisco Brennand

Parque das Esculturas de Francisco Brennand, com obras do ceramista e artista plástico recifense Francisco Brennand. O monumento mais alto, a Torre de Cristal, tem 32 metros de altura e tornou-se um dos símbolos da cidade.

Para chegar no parque, a maneira mais prática é pegar um barco no Marco Zero. Faça este passeio durante o dia, pois a iluminação no local não é das melhores e imagino que você não queira voltar de barco no escuro. 

Parque das Esculturas de Francisco Brennand, em Recife.
Parque das Esculturas de Francisco Brennand

Instituto Ricardo Brennand

A família Brennand também dá nome a outro ponto turístico: o Instituto Ricardo Brennand – o fundador é primo de Francisco. A 15 quilômetros do centro de Recife, no bairro da Várzea, o instituto abriga coleções pessoais de arte e armaduras que Ricardo, falecido este ano, reuniu durante a vida.

Ele criou um complexo cultural com castelos de tijolinhos vermelhos e grandes jardins, que fazem parte da grande área verde de mata atlântica. Separe boa parte do seu dia para conhecer o Museu Castelo São João, a pinacoteca, biblioteca, auditório e os jardins de esculturas de Ricardo. Por fim, ainda na visita ao Instituto Ricardo Brennand, você pode almoçar no sofisticado restaurante Castelus.

Instituto Ricardo Brennand, em Recife.
Instituto Ricardo Brennand

Oficina Cerâmica Francisco Brennand

A cerca de 10 quilômetros do instituto, o primo de Ricardo deu nome a mais um local: a Oficina Cerâmica Francisco Brennand.

O artista, que tinha na área seu ateliê, reuniu mais de duas mil obras em meio aos grandes jardins projetados por Burle Marx. Caminhar por ali é sentir-se visitando o verdadeiro “mundo Brennand” criado pelo artista que é um dos mais consagrados ceramistas do Brasil. 

Oficina Cerâmica Francisco Brennand, em Recife.
Oficina Cerâmica Francisco Brennand

Dar um pulinho em Olinda

Não tem como você ir até Recife e ignorar Olinda. É item obrigatório em todas as listinhas sobre o que fazer em Recife.

A cidadezinha fica logo ali do lado, pegando um táxi ou Uber você chega lá numa boa e ainda dá pra dizer que um dia é suficiente para conhecer essa cidade histórica e charmosa.

Temos um post exclusivo com dicas de Olinda, mas dá pra adiantar que a coisa mais gostosa de fazer é caminhar pelas ladeiras e curtir o o seu dia com calma.

Alto da Sé, em Olinda, uma das cidades para visitar pertinho de Recife.
Alto da Sé, em Olinda

Ir de Recife a Porto de Galinhas

Se você tiver tempo, vale a pena passar uns dias em Porto de Galinhas. Três dias lá são suficientes para conhecer as principais atrações. Quatro ou cinco dias dá para você descansar também.

Porto de Galinhas pertence ao município de Ipojuca e está a cerca de 60 quilômetros de Recife – sem trânsito, você consegue fazer esse trajeto em apenas uma hora de carro! Veja quais são as opções:

  • Alugar um carro: o carro te dá liberdade de ir de Recife a Porto de Galinhas e ainda se aventurar por Maragogi ou Carneiros. 
  • Ônibus de Recife a Porto de Galinhas: há duas linhas de ônibus, da empresa Expresso Vera Cruz, que partem do Recife para Porto de Galinhas: a linha 195 (R$ 16,75 a passagem) e a 191 (R$ 11,45). Ambas passam pelo aeroporto e pela praia de Boa Viagem e param na entrada da vila de Porto de Galinhas.
  • Transfer: há diversas empresas turísticas que oferecem este serviço no saguão do aeroporto, carros de aplicativos ou táxi, que estão disponíveis no desembarque do terminal aéreo.
Veja opções de transfer em Recife
Piscinas naturais em Porto de Galinhas, um dos passeios para fazer a partir de Recife.
Piscinas naturais em Porto de Galinhas
 

O que fazer em Recife em 1 dia

Mesmo em apenas um dia, a capital pernambucana encanta. No Recife Antigo, veja o Marco Zero e as atrações da rua Bom Jesus, como a Sinagoga e Embaixada dos Bonecos Gigantes.

Depois, invista em uma boa refeição para provar os sabores locais e então aproveite para aprender um pouco mais sobre a cultura local no Paço do Frevo. Se der tempo, sugiro voltar para a Praça Barão Rio Branco e curtir o entardecer sobre o rio.

O que fazer em Recife em 3 dias

Se um dia dá para ter um gostinho do que a capital pernambucana oferece, em três já dá para ver os principais pontos turísticos.

Um dia você dedica ao Recife Antigo com direito ao passeio de catamarã, no segundo pode visitar os locais dedicados aos Brennand e no terceiro, fica de boa e pega uma praia.

No meio tempo, aproveite para encaixar momentos de compras no  Centro de Artesanato de Pernambuco e na Feirinha de Boa Viagem. 

Praias de Recife

Apesar de lindas, as praias de Boa Viagem e do Pina, que são as mais centrais do Recife, são cercadas por avisos sobre possíveis ataques de tubarões. 

A dica é ficar de olho nas orientações sobre onde é seguro e o mergulho está liberado. Se você quer curtir muitas praias sem preocupação, vale esticar a viagem para Porto de Galinhas ou até as praias de Carneiros, Calhetas, Coroa do Avião, Muro Alto ou Pontal do Maracaípe. 

Vista aérea da Orla da Praia da Pina, em Recife.
Praia da Pina

Onde fazer compras em Recife?

O Centro de Artesanato de Pernambuco reúne criações de artistas de todo o estado. Portanto, é uma ótima parada para comprar souvenires, seja para presentear ou guardar de recordação. E fica a dica: o que não falta por lá são esculturas para decorar a casa. 

Aos domingos, você também pode dar “uma olhadinha” nas barracas da feira de artesanato da rua do Bom Jesus, em meio aos lindos casarões coloridos.

Já fora do Recife Antigo, há outros points para comprar artesanato local e experimentar comidinhas, como a Feirinha de Boa Viagem, na Praça de Boa Viagem, e a Casa da Cultura de Pernambuco, no bairro São José.

O que fazer em Recife com chuva?

Dia de chuva nas férias pode até ser desanimador, mas também não é motivo para perder um dia no roteiro.

Em Recife, a dica é ir aos museus e centros culturais como o Paço do Frevo, a Embaixada dos Bonecos Gigantes e o Museu Cais do Sertão. 

E vale lembrar que restaurantes são sempre uma boa ideia para driblar aquele momento de mau tempo, afinal você escapa da chuva e pode aproveitar sem pressa os sabores pernambucanos.

O que fazer em Recife sozinho/a?

Algumas das perguntas mais comuns sobre o destino são: “o que fazer sozinho em Recife?” “é tranquilo ir sozinho para Recife?”.

Bom, a gente defende aqui no blog que viajar sozinho ou sozinha é incrível, uma forma de autoconhecimento e até empoderamento, por isso a resposta é que Recife é um lugar bacana para uma viagem solo desde que você tome os mesmos cuidados como em qualquer outra cidade grande.

Acho que dá para fazer de tudo, como explorar o Recife Antigo e fazer o passeio de barco. Só planeje bem o deslocamento para atrações mais afastadas como Oficina Brennand, por que não vai ter com quem dividir o valor do Uber, por exemplo.

Além disso, se decidir pegar um praia, não leve muita coisa, pra evitar furtos. É comum ouvir casos de turistas assaltados na cidade, então fique atenta aos seus pertences pessoais e evite andar por ruas desertas.

Rua do Bom Jesus, em Recife, é uma das ruas mais bonitas do mundo.
Rua do Bom Jesus, uma das mais bonitas ruas do mundo

O que é o Galo da Madrugada de Recife?

Patrimônio pernambucano, é um dos maiores blocos de Carnaval de rua do mundo que chega a durar quase dez horas. Ao longo das ruas recifenses, os foliões tomam conta da festa junto do boneco de galo gigante e até 30 trios elétricos.

Se quiser, visite a sede do projeto para conhecer melhor a festa e ver algumas apresentações de arte pernambucana fora da época da folia.

Foto aérea da multidão de foliões curtindo o Galo da Madrugada, em Recife.
Galo da Madrugada

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