O que fazer na Cidade do México

O que fazer na Cidade do México

Eu passei quatro dias na Cidade do México, hospedada num hostel horroroso (Roomies, não fiquem), mas no bairro de La Roma que é ótimo. A cidade me lembrou muito São Paulo: grande, movimentada, com trânsito, suja em alguns lugares e com muita diversidade e opções de coisas pra fazer. Até na segurança eu achei parecida com São Paulo apesar dos homens serem ainda mais machistas e o assédio ser maior, com mais olhares, fiu-fius e abordagem chata. O segredo é não chamar atenção.

Eu fiz a maioria dos passeios de metrô e só pegava um táxi quando necessário (pergunte sempre pelo taxímetro e não pegue os ‘táxis de sítio’, que começam com o taxímetro a 27 pesos). Existe também um sistema de ônibus chamado Metrobus que passa pela avenida Insurgentes inteira e que eu usei voltando do museu da Frida.

Mas vamos às atrações que eu fui enquanto estive na cidade:

Obs: A conversão de pesos mexicanos para real pode ser arredonda nesta data de abril, 2016 para 1 real = 4 pesos

Castelo de Chapultepec

O castelo não me impressionou por dentro, mas por fora é bem bonito e o único da América do Norte. Paga-se 65 pesos para ver o castelo que fica no alto do bosque Chapultepec. Vale uma voltinha sem compromisso.

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Museo Frida Kahlo

Não tem como ir para o México e não visitar o museu da Frida. O único problema é que o museu anda muito lotado – eu peguei duas horas de fila para conseguir entrar e quando entrei tinha fila até dentro do museu. Assim você não consegue nem curtir direito. Minha principal dica para se poupar pelo menos na fila de entrada é: compre o ingresso antecipadamente pela internet através do site do museu. Quando fui, paguei 120 pesos (R$30). E esse ingresso garante sua entrada gratuita para o próximo museu, a Casa do Diego Rivera.

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Casa do Diego Rivera

Saindo do museu da Frida, pegue um táxi na rua e corra para o museu do Diego (atenção: não aceite os táxis oficiais do museu que cobram mais caro. Pergunte pelo taxímetro – eu paguei 15 pesos do museu da Frida pro museu do Diego).

A casa do Diego é uma loucura. Ele era arquiteto, então sua criatividade foi longe nessa casa que mais parece um castelo medieval. Vale a passada por lá.

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Conhecer o centrão

Para ser sincera o centro me consumiu bastante e acabei não entrando nos lugares. Fiquei vendo só a fachada: Museu de Belas Artes, Catedral, Templo Mayor (ruínas), Palácio Nacional (onde estão os murais do Diego Rivera). Tudo tinha fila e era como o centrão de São Paulo: muita gente, mendigos, barulho e calor. Mas valeu a pena dar uma volta por ali e pelo menos passar em frente a esses lugares e sentir o clima do centro da cidade.

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Jardim do Museu de Belas Artes
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Jardim do Museu de Belas Artes
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Catedral
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Fachada do Banco de Mexico – achei deslumbrante!
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Casa dos Azulejos

Mercado Roma Gourmet

Foi talvez a coisa que eu mais tenha gostado de conhecer na Cidade do México. O mercado possui vários lugares para comer e tem um conceito moderno e descolado. É lotado, mas não me incomodou. Lá você encontra tacos, sanduíches, hamburguer, japa, carnes e saladas. E não deixe de provar o churros do mercado (El Moro): são grandões e muito bons.

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Caminhar pelo bairro de Condesa e La Roma

Só de caminhar pelo bairro já é uma delícia! Muitos parques e bosques, casinhas coloniais, bastante verde e cachorros passeando com seus donos. São bairros muito simpáticos e encantadores. Tem vários cafés e restaurantezinhos por lá também, principalmente na rua Amsterdam.

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Pegar um bus para as pirâmides de Teotihuacán

Ver as pirâmides do Sol (a terceira maior do mundo), da Lua e da Serpente é realmente muito impressionante. Imagine que ninguém sabe como essas pirâmides foram construídas – quando os astecas chegaram lá elas já estavam prontas. Hoje é um ponto místico para aqueles que acreditam na energia do lugar.

Para chegar, você pode pegar um ônibus na estação norte da Cidade do México que numa viagem de uma hora, deixa você na frente das pirâmides. A entrada custa 65 pesos (R$16). Vá cedo para evitar as multidões dos tours. Você pode emendar a visita à igreja de Guadalupe (eu não fiz).

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Pirâmide da Serpente
Pirâmide da Lua vista da Pirâmide do sol. Crédito: wikimedia.org
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Pirâmide do sol. Crédito: teotihuacan.com.mx

O que eu não fiz mas queria ter feito

Museo Casa do Trótski

Trotsky fugiu para o México em 1937 condenado à morte. Primeiro ele ficou na casa da Frida e depois se mudou para algumas casas perto dali. Na casa você vê marcas de algumas balas no quarto dele, depois de uma tentativa de assassinato. Olha a foto, que graça!

The Museo Casa de Leon Trotsky or Leon Trotsky House Museum in Coyoacan, Mexico City
Crédito: John Mitchell

Museu de Antropologia

Eu estava tão exausta do centro que não quis ir, mas as meninas que estavam comigo disseram que é muito legal, que parece um Louvre e que você se surpreende a cada salão. O museu, como o nome já diz, é de antropologia e conta a história do México.

Crédito: Expedia

Dar um rolê pelo bairro de Polanco

O bairro parece não ter uma grande atração, mas deve ser um charme. Eu gostaria de ficar andando por lá para conhecer melhor. Polanco cresceu nos anos de 1940 como uma alternativa da classe média para fugir da confusão do centro da cidade. Hoje possui bons hotéis, lojas de designers e roupas e muitas galerias de arte.

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Crédito: mxcity.mx

Ver os murais do Diego no Palácio Nacional

Diego Rivera pintou nove murais no Palácio entre 1929 e 1951. Os murais representam a evolução da civilização mexicana.

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Crédito: chilango.com

 Veja mais fotos dessa viagem no instagram através de #amandaviajamexico

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