A Rota dos Vinhos na África do Sul

A Rota dos Vinhos na África do Sul

Pra quem pensa que na África do Sul só tem safári… não, não. O país é mais completo do que você imagina e tem até uma região só de vinícolas com os vinhos mais premiados do mundo.

A África do Sul faz parte do chamado Novo Mundo dos vinhos e é a sétima produtora de vinhos do mundo.

Tudo começou com a chegada dos colonizadores holandeses no século 17. Então o país produz vinhos há mais de 300 anos e o primeiro rótulo da região data de 1659. Mas os vinhos só começaram a ser exportados depois do fim do Apartheid, em 1994.

A Rota dos Vinhos

A Rota dos Vinhos foi criada pela Distell que é a maior empresa sul-africana de bebidas (inclusive a Amarula é deles). Nessa rota eles incluíram as mais importantes vinícolas do país.

Durante a visita nessas vinícolas, além da degustação, você pode conhecer todo o sistema de produção. E muitas delas têm até um restaurante para você almoçar.

Eu visitei todas em dois dias completos, mas você pode adaptar o roteiro de acordo com o seu tempo disponível. Seguem aqui duas sugestões:

Rota de até dois dias

A rota pode começar na região de Paarl, onde está localizada a vinícola Nederburg – a mais premiada da África do Sul (e maravilhosa!). Por lá, os visitantes podem conhecer o museu da marca, os vinhedos e as montanhas Drakenstein. Além disso, é possível visitar a casa principal, Manor House, construída no centro da fazenda em 1800, decorada com móveis da época e de estilo holandês. Monumento nacional do país que hoje também abriga o famoso restaurante Red Table, dirigido pelo chef Edmore Ruzoza. Outra atração são as degustações com diferentes tipos de vinhos e harmonização com queijos. Essa harmonização com queijos quando eu fiz custava em torno de R$20. É muito barato pela experiência toda que a vinícola proporciona.

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A segunda parada é em Stellenbosch, na adega Bergkelder/Fleur Du Cap, a primeira adega subterrânea construída no hemisfério sul. O local foi projetado na época para manter o vinho a uma temperatura ideal, mesmo no forte calor africano. O destaque desta adega fica por conta da harmonização de vinhos com diferentes tipos de sais.

Criada pelo chef Craig Cormack, um apaixonado colecionador de sais, essa harmonização única une pratos deliciosos com vinhos da premiada linha Fleur du Cap Unfiltered – tipo de vinho não filtrado que leva ao nosso consumidor o gosto da uva pura e natural, ótima acidez e oferece um final muito longo na degustação. A adega também oferece degustações guiadas e um tour pela propriedade. Outra coisa legal aqui é que ela tem um mercado com vários tipos de vinhos e bebidas pra você poder comprar (poucas têm isso).

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Por fim, a rota finaliza na vinícola Durbanville Hills, a apenas 20 minutos da Cidade do Cabo e com vista única para Table Mountain e Table Bay. Lá você também encontra um restaurante bem gostoso para almoçar. Um dos destaques da Durbanville Hills é o o Wine Safari que eles fazem na Table Mountain. Eu fiz e posso dizer que é uma experiência única em Cape Town.

Rota para mais de dois dias

Na região de Franchhoek, onde os turistas podem conhecer uma das maiores vinícolas do país, com 974 hectares e diversas variedades de vinhos tintos, brancos e espumantes, na Plaisir de Merle. Na vinícola os turistas têm duas opções de degustação – a simples e a vertical – na qual fazem um tour e podem explorar os vinhos de acordo com a safra, descobrindo nuances e notas que são influenciadas pelo tempo de maturação. Para complementar essa experiência, também são oferecidos à parte diversos tipos de queijos para harmonizar.

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Outro destino certeiro da rota é a vinícola The House Of JC Le Roux – a principal fabricante de espumantes do país, que é a nova moda na África do Sul principalmente entre jovens e mulheres. Além da degustação, outro ponto que vale a visita é o elegante restaurante Le Venue. Com um ambiente agradável e experiência única de sabor, fica situado na casa de J.C. Le Roux.

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Perto dali, fica a vinícola Neethlingshof. Para conhecê-la é preciso passar por uma avenida com quilômetros de extensão de pinheiros, que leva até a sede do local. Este caminho é um marco para a história do lugar e motivo central dos rótulos dos vinhos. A vinícola oferece diversas opções de harmonização, entre elas a “Flash Food, Slow Wine Pairing”, que inclui cinco minipratos que combinam perfeitamente com as opções de vinhos oferecidos. Além das degustações, a vinícola dispõe de um tour pela produção. E para um momento de descontração, acontece o Wednesday Live Music, todas as quartas-feiras, no final da tarde. Um ótimo momento para apreciar uma das mais belas vistas da África do Sul. Além disso, a vinícola conta com um elegante restaurante estilo colonial, chamado Lord Neethling, localizado dentro da mansão holandesa muito bem preservada, que remonta mais de 200 anos de história da propriedade.

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Importante: para visitar todas essas vinícolas você não precisa fazer reserva nenhuma e nem pagar para entrar. É só aparecer.

Veja o vídeo sobre a rota dos vinhos. E se inscreva no canal para ver muito mais: www.youtube.com/amandaviaja

 

Este post foi produzido em parceria com a Distell, maior produtora de vinhos e destilados da África do Sul. 

4 Comments

  1. Eduardo Matias

    Oi Amanda. Você recomenda dormir na região dos vinhos ou somente um tour de um dia? Obrigado. Abraços

    • Se você tiver tempo, vale muito a pena. É uma região super relax, com montanhas maravilhosas e as cidadezinhas são uma graça. Eu recomendo pelo menos uma noite lá para conhecer com calma. Beijão

  2. Oi Amanda, Você fez o percurso de carro por conta própria ou com com alguma empresa? to aqui pensando como vou fazer pra dirigir e degustar vinhos ao mesmo tempo… rsrsrs

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